Entre o som suave do mar e a brisa matinal, um grupo de participantes juntou-se para experimentar os benefícios do Tai Chi Taoísta, numa sessão dinamizada por Alexandra e Mike, um casal canadiano que aproveitou a estada de férias na cidade para partilhar esta arte milenar. A iniciativa foi promovida pelas estagiárias da Universidade do Algarve, Carolina Garrido, Beatriz Coelho e Maria Simões, no âmbito do programa “Mãos que Guiam, Corações que Crescem”, integrado no projeto “Quarteira Longevidade com Qualidade”, da Junta de Freguesia de Quarteira. Uma prática com benefícios para o corpo e para a mente O Tai Chi Taoísta, uma forma modificada do estilo Yang, é muito mais do que uma sequência de movimentos suaves.
Trata-se de uma prática corporal que combina respiração profunda, concentração e fluidez de gestos, com origens na antiga tradição chinesa. Para quem participa, os benefícios sentem-se a vários níveis: No corpo, o Tai Chi melhora o equilíbrio e a coordenação motora, fortalece os músculos e as articulações, aumenta a flexibilidade e ajuda a prevenir quedas, um aspeto particularmente importante para a população sénior. A prática regular contribui ainda para a redução da tensão arterial e para o fortalecimento do sistema imunitário. Na mente, os movimentos lentos e conscientes funcionam como uma espécie de “meditação em movimento”. Ajudam a acalmar o pensamento, a reduzir os níveis de stress e ansiedade, e a melhorar a qualidade do sono. A concentração exigida pelos exercícios estimula ainda a memória e a clareza mental. No coração, o Tai Chi praticado em grupo fortalece os laços sociais, combate o isolamento e promove um sentimento de pertença e partilha.
O convívio, o sorriso trocado entre movimentos e a sensação de estarem juntos a cuidar de si próprios tornam a experiência ainda mais valiosa. Uma manhã de partilha intergeracional A sessão em Quarteira contou com boa participação da comunidade, num ambiente descontraído e acolhedor. Sob a orientação paciente de Alexandra e Mike, os participantes experimentaram os primeiros movimentos, descobrindo que o Tai Chi está ao alcance de todas as idades e condições físicas. No final, ficou a sensação de bem-estar, o corpo mais solto e a mente mais serena. E a certeza de que práticas como esta são pequenos tesouros ao alcance de quem quer viver com mais qualidade, independentemente da idade. Porque em Quarteira, a longevidade caminha de mãos dadas com o movimento, o sorriso e a comunidade.
Jorge Matos Dias







