A taxa de desemprego em Portugal aumentou para 5,5% no 3.º trimestre de 2026, mais 0,2 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre anterior. Apesar da subida, o valor continua 0,3 p.p. abaixo do registado no mesmo período de 2025. Em número de pessoas, a população desempregada foi estimada em 316,8 mil, o que representa mais 5,3% (16,0 mil) face ao trimestre anterior, mas menos 3,0% (9,8 mil) do que há um ano. Ao mesmo tempo, a população empregada fixou-se em 5 391,0 mil pessoas, uma descida de 0,2% em relação ao trimestre anterior, embora ainda com um aumento de 1,1% na comparação homóloga.
Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o aumento do desemprego se fez sentir de forma particular entre os mais novos. A taxa de desemprego jovem, que abrange as pessoas entre os 16 e os 24 anos, foi estimada em 19,9%, o que significa mais 1,6 p.p. do que no trimestre anterior e mais 1,1 p.p. do que um ano antes. Por outro lado, o INE indica que o desemprego de longa duração, ou seja, de pessoas sem trabalho há 12 meses ou mais, representava 35,9% do total de desempregados, menos 1,4 p.p. do que no trimestre anterior e igual ao valor de há um ano. Além disso, a subutilização do trabalho, que inclui também o subemprego e os inativos disponíveis para trabalhar, atingiu os 9,4%, o segundo valor mais baixo desde 2011.
Olhando para o território, o desemprego não pesou da mesma forma em todo o país. Segundo o INE, a Península de Setúbal (6,3%), o Norte (6,2%) e a Grande Lisboa (6,0%) ficaram acima da média nacional, enquanto o Algarve e a Região Autónoma da Madeira registaram as taxas mais baixas, com 4,0% cada. Em relação ao trimestre anterior, a taxa subiu em cinco regiões, com destaque para o Alentejo (0,8 p.p.), ao passo que a Península de Setúbal teve a maior descida (1,1 p.p.). Já na comparação com o ano passado, apenas o Norte registou um aumento, de 0,1 p.p., e a Madeira teve a maior redução, de 1,3 p.p.
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