O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social cresceu 6,1 mil milhões de euros em 2025, para quase 42 mil milhões.

A almofada financeira das pensões portuguesas foi uma das que mais cresceu entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) em 2025. O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) fechou o ano com quase 42 mil milhões de euros, mais 6,1 mil milhões do que em 2024, atingindo um novo máximo histórico. A subida de 16,9% colocou Portugal no terceiro lugar entre os fundos públicos de reserva para pensões analisados pela organização.

O desempenho português só foi superado por Espanha, com uma valorização de 50%, e pela Coreia do Sul, com 20,2%. Segundo o Expresso, o relatório Pensions Outlook 2026 mostra que o FEFSS tem mantido uma trajetória de crescimento sólida: entre 2001 e 2025, a carteira de ativos aumentou, em média, 10,5% por ano, o quinto maior ritmo entre os países da OCDE considerados. O fundo é alimentado por fontes como a Taxa Social Única, os saldos anuais do sistema previdencial, receitas fiscais específicas e os rendimentos das aplicações financeiras.

A evolução prolongou-se em 2026. No final de julho, o FEFSS valia 48,73 mil milhões de euros, mais 6,8 mil milhões do que no fim de 2025, impulsionado também por uma transferência de 5,5 mil milhões feita pelo Governo em fevereiro, a maior de sempre. a mesma fonte salienta que este montante já seria suficiente para pagar mais de dois anos de pensões em Portugal. Ainda assim, a gestão do fundo está sujeita a regras de investimento, que obrigam a aplicar pelo menos metade dos ativos em dívida pública portuguesa e limitam as aplicações a países da União Europeia ou da OCDE.

 

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