Entre 2001 e 2031, o PIB português deverá crescer apenas 41,6%, o 10.º ritmo mais baixo entre as economias analisadas pelo FMI.

Portugal deverá fechar as primeiras três décadas do século XXI entre as economias mais lentas do mundo. Entre 2001 e 2031, o Produto Interno Bruto (PIB) português deverá aumentar apenas 41,6%, colocando o país no 10.º ritmo de crescimento mais baixo entre as economias analisadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O resultado reflete uma trajetória marcada por crises sucessivas, mas também por uma recuperação insuficiente para compensar o atraso acumulado.

A análise do FMI, citada pelo Expresso, mostra que a crise financeira internacional de 2008, a recessão global de 2009 e o programa de assistência financeira em Portugal a partir de 2011 explicam parte deste desempenho. Ainda assim, o país já registava um crescimento fraco na primeira década do século. A economia portuguesa "bateu no fundo em 2013 e tem crescido sempre a partir daí, com exceção de 2020 com a pandemia" lê-se na publicação. No conjunto do período, a expansão média anual pouco ultrapassa 1%, apesar de Portugal ter superado a média da Zona Euro em vários anos recentes.

O cenário externo continuará a condicionar esta evolução. O semanário destaca que as projeções do World Economic Outlook apontam para um crescimento de 1,9% em Portugal em 2027, acima dos 1,8% previstos para Espanha, mas abaixo da fasquia dos 2%. O FMI considera que as economias enfrentam uma nova divisão, entre países mais expostos aos choques geopolíticos e energéticos e os que estão mais integrados na revolução da inteligência artificial (IA). Para uma economia aberta como a portuguesa, a capacidade de responder a estes choques, reforçar a produtividade e controlar a dívida pública será decisiva para evitar que o crescimento lento se prolongue além desta década.

 

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