O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.278 euros por metro quadrado em setembro, mais 24 euros do que no mês anterior e 14,2% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária - realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação - ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.

O Oeste e Vale do Tejo foi a região onde se verificou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (1,6%), tendo-se registado a descida mais acentuada na Região Autónoma dos Açores (-3,2%).

Já em comparação com setembro de 2025, a variação mais acentuada aconteceu na Península de Setúbal (18,4%), não se tendo observado qualquer redução.

Para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de setembro de 2026 foram consideradas 32.597 avaliações (20.281 apartamentos e 12.316 moradias), menos 1,2% que no período homólogo. Já face a agosto, realizaram-se menos 53 avaliações bancárias, um decréscimo de 0,2%.

Nos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária foi de 2.662 euros por metro quadrado (euros/m2), mais 15,4% do que em setembro de 2025.

Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.525 euros/m2) e no Algarve (3.010 euros/m2), tendo o Alentejo e o Centro apresentado os valores mais baixos (1.739 euros/m2 e 1.748 euros/m2, respetivamente).

Neste tipo de habitação, o Oeste e Vale do Tejo apresentou o maior crescimento homólogo (21,4%), não se tendo verificado qualquer descida.

Face ao mês anterior, o valor de avaliação dos apartamentos subiu 0,3% em setembro, com o Oeste e Vale do Tejo a registar o maior aumento (1,9%) e os Açores a descida mais acentuada (-3,4%).

No mês em análise, o valor mediano dos apartamentos T1 e T2 subiu 32 e 20 euros, para 3.401 euros/m2 e 2.758 euros/m2, respetivamente, tendo a tipologia T3 diminuído sete euros, para 2.266 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 93,3% das avaliações de apartamentos realizadas.

Quanto às moradias, a avaliação mediana alcançou os 1.621 euros/m2, um acréscimo homólogo de 11,1%, destacando-se a Grande Lisboa (2.942 euros/m2) e o Algarve (2.835 euros/m2) com os valores mais elevados, enquanto o Centro e o Alentejo apresentaram os valores mais baixos (1.172 euros/m2 e 1.284 euros/m2, respetivamente).

A Madeira apresentou o crescimento homólogo mais elevado (20,3%), não havendo qualquer descida a registar.

Já em relação a agosto, o valor de avaliação das moradias subiu 0,7%, sendo a Península de Setúbal a região com o crescimento mais elevado (3,3%) e verificando-se a descida mais acentuada nos Açores (-1,5%).

O valor mediano das moradias T2 subiu nove euros, para 1.634 euros/m2, o das T3 subiu cinco euros (para 1.581 euros/m2) e o das T4 subiu 12 euros, para 1.647 euros/m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 87,6% das avaliações de moradias realizadas em setembro.

Numa análise por regiões NUTS III, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal voltaram a apresentar os valores de avaliação mais elevados face à mediana do país, em 51,5%, 29,6% e 24,9%, respetivamente.

Pelo contrário, a Beira Baixa, o Alto Alentejo e o Alto Tâmega e Barroso foram as regiões que registaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-53,5%, -53,4% e -51,9%, respetivamente).

O valor mediano de avaliação bancária de habitação calculado pelo INE considera as habitações com área bruta privativa entre 35 e 600 metros quadrados e alojamentos que tenham sido alvo de uma avaliação no âmbito de um pedido de crédito.

 

Lusa