O concelho de Loulé apresentou hoje o seu plano municipal para a integração dos imigrantes que vai ser aplicado até 2017 e é encarado pelo presidente da Câmara como ferramenta e oportunidade para o desenvolvimento concelhio equilibrado.

“Vemos a emigração como uma oportunidade para o nosso desenvolvimento equilibrado” referiu Vitor Aleixo (PS), que espera que o plano, construído desde o início do ano até junho ao longo de várias sessões de reflexão que contaram com a participação das comunidades imigrantes do concelho, tenha consequência.

O concelho de Loulé integra uma lista de 21 municípios localizados entre Viana do Castelo e Portimão e um total de 19 planos com apoio até aos 10 mil euros cofinanciados pelo Fundo Europeu para a Integração dos Nacionais de Países Terceiros em 95%.

“Estamos em crer que esta é só uma primeira geração dos planos municipais nesta área, outros virão seguramente depois de 2017”, disse à Lusa a coordenadora do gabinete de apoio às políticas locais do Alto Comissariado para as Migrações (ACM), Paula Moura.

O ACM apresentou uma lista com 13 áreas de intervenção que foram refletidas por cada município participante que construí o seu plano específico de acordo com as necessidades identificadas que incluem temas como a habitação, o mercado de trabalho, a educação, a cultura, a cidadania, o racismo e discriminação e a religião.

No caso do concelho de Loulé, localizado no distrito de Faro, todas as 13 áreas foram completadas com medidas e ações, no seu todo, 53 medidas a implementar até 2017.

Entre as 53 medidas constam a criação do portal do imigrante traduzido em russo, romeno, inglês e mandarim, o apoio e aconselhamento aos imigrantes que pretendem criar o seu próprio negócio e um serviço de consultadoria jurídica, aulas e formações em português, a promoção das atividades das diferentes comunidades, ações de combate ao racismo e discriminação, entre outras.

 

 

Por Lusa