O mês fica marcado por várias coproduções, uma estreia absoluta e pela realização de festivais que afirmam Loulé como território de criação artística contemporânea.
O arranque aconteceu ontem, 1 de março, com O Povo da Montanha, pelo Leirena Teatro, uma coprodução do Cineteatro Louletano, apresentada com Audiodescrição e Língua Gestual Portuguesa, reforçando o compromisso com a acessibilidade cultural. O projeto integrou ainda uma forte componente de mediação, com uma oficina intitulada Projeto Paralelo, que decorreu ainda em fevereiro, a 27 e 28 e que culminou num momento performativo inspirado no universo do espetáculo.
Um dos momentos centrais do mês acontece nos dias 5 de março, às 10h30 (sessão para escolas), e 6 de março, às 21h00, com Paraíso meu Paraíso, pela Arquente — uma estreia que é uma coprodução do Cineteatro Louletano. Esta criação cruza várias disciplinas das artes performativas para refletir sobre a relação entre humanidade e tecnologia, questionando identidade, proximidade e isolamento num mundo cada vez mais acelerado e mediado pelo digital.
No dia 7 de março, às 21h00, o Cineteatro Louletano recebe o Hamid Ajbar Ensemble, no âmbito da 26.ª edição do Festival Al-Mutamid, celebrando a música de herança andalusina e mediterrânica. De novo em Loulé, o Al-Mutamid promete encher a icónica sala louletana.
A música regressa no dia 8 de março, às 19h00, com o Quinteto Astor Piazzolla, numa homenagem intensa e vibrante ao universo do tango nuevo.
Depois, cinema. Um filme francês marca presença a 10 de março, às 21h00, no Auditório do Solar da Música Nova. Trata-se de Trois Nuits par Semaine, de Florent Gouëlou, integrado no ciclo do Filme Francês do Mês, promovido pela Alliance Française do Algarve.
A 13 de março, às 21h00, sobe ao palco O Meu Super-Herói, de Elmano Sancho — coprodução do Cineteatro Louletano, com o recurso de Audiodescrição. Num registo intimista, o espetáculo aborda identidade, exílio e pertença, cruzando memórias pessoais e políticas.
No dia 14 de março, às 21h00, a música portuguesa contemporânea faz-se ouvir com Milhanas, num concerto intimista que cruza tradição e modernidade. Milhanas traz uma abordagem intimista à sua arte, explorando temas de introspeção musical, do jazz à música moderna, passando pelo gospel.
A 15 de março, às 15h00, realiza-se o III Encontro de Grupos Musicais – CEL – Universidade Sénior de Loulé, reunindo diferentes formações num momento de partilha intergeracional na região do Algarve.
Nos dias 19 e 20 de março, às 14h30 (sessões para escolas) e às 21h00 (público em geral), é apresentada a peça Torrente, pelo Teatro do Vestido — coprodução com forte componente de mediação. A criação revisita o processo revolucionário português de 1974-75, convocando memórias, literatura e reflexão crítica sobre o passado e questionando o seu impacto no presente. O projeto teve uma residência de criação em 2025, a partir do território de Loulé.
De 20 a 22 de março, Loulé promove uma vez mais o PERIFÉRICO – Mercado de Música Independente (3.ª edição), uma coprodução que transforma vários espaços da cidade num ponto de encontro para artistas, editoras de música independentes e público, com concertos irreverentes e atividades distribuídas ao longo dos três dias.
No dia 21 de março, às 11h30, o Auditório do Solar da Música Nova recebe mais um momento do Ciclo Crescendo, de entrada gratuita, dirigido a públicos de todas as idades. Os Crescendo são promovidos pelo Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado, em parceria com o Cineteatro Louletano, e divulgam os talentos dos músicos do amanhã, contribuindo também para educar públicos.
Entre 21 e 29 de março, decorre o Corpo de Hoje – Festival de Artes Performativas (8.ª edição 2025_2026), igualmente em regime de coprodução, com programação distribuída por vários locais de Loulé e horários distintos ao longo dos dias. Esta edição tem foco particular na programação Espirro, direcionada para a infância, cruzando dança, performance e oficinas. A 8.ª edição estendeu-se também, para além do Algarve (Loulé e Tavira), ao Funchal, na Madeira.
A 22 de março, às 11h30, realiza-se o Concerto Promenade: A Dançar é que a Gente se Entende, pela Orquestra do Algarve, dirigido a famílias e público jovem. Neste concerto pensado para todas as idades, a Orquestra do Algarve celebra a dança como forma de expressão e de encontro. Com obras de Respighi, Debussy e Ravel, o programa percorre ritmos antigos e melodias encantadoras que convidam ao movimento e à imaginação.
O Dia Mundial do Teatro é assinalado com Santa Joana dos Matadouros, pelo Teatro da Didascália — coprodução apresentada a 26 de março, às 14h30 (sessão para escolas), e 27 de março, às 21h00, com Língua Gestual Portuguesa. A partir do texto de Bertolt Brecht, o espetáculo reflete sobre poder, fé e manipulação política, numa encenação contemporânea de grande atualidade.
A fechar o mês de março, mais uma coprodução: de 28 a 30, o Cineteatro Louletano e a Casa da Cultura de Loulé promovem o FITA – Festival Internacional de Trompete do Algarve, com programação diversificada ao longo dos três dias. Os concertos, masterclasses e conferências repartem-se pelo Cineteatro Louletano, Auditório do Solar da Música Nova e Conservatório de Música de Loulé-Francisco Rosado.
Com uma programação de referência (que pode ser consultada no site e nas redes sociais do Cineteatro), o Cineteatro Louletano está credenciado pela Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, integrando ainda a Rede de Teatros com Programação Acessível e proporcionando espetáculos com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, outros com Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com deficiência visual, e ainda Sessões Descontraídas, adaptadas a vários públicos, entre eles pessoas neuro divergentes.
O Cineteatro Louletano é uma estrutura cultural da Câmara Municipal de Loulé no domínio das artes performativas, e um dos promotores da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e da Rede 5 Sentidos.
CM Loulé





