António Dores | antonio.humberto.dores@gmail.com

Chega o Inverno de rompante

Ribombando os Trovões

E a Depressão a montante

Dispersa as nossas ilusões

Trovejam os Céus carregados

De nuvens cheias de água

A «Gota Fria» rebenta

E o próprio Céu na Terra desaba

Vêm os Ventos e os Vendavais

A roupa Voa no estendal

Damos conta que somos mortais

No dia do Juízo Final

As ruas inundam de água

Que transborda dos Rios e do Mar

Os barcos no cais dão à Costa

No Inferno do próprio Mar

O infortúnio bate-nos à porta

A morte cheira-se nas ruas

A tragédia é profícua

Veiculada pelas notícias cruas

A televisão insana

Repete a desgraça alheia

Que de longe se contempla

Fazendo quem a vê cara feia

Entramos em Depressão

Quando olhamos para as nuvens escuras

Imploramos Misericórdia

Rezando em casa às escuras

O Trovestar das discussões

Lembra-nos da insanidade

De um tempo de Trovões

Que fazem da Guerra Tempestade

Lá longe rebentam bombas

E bombistas suicidas

Invadem repartições

Armadilhando as Avenidas

Noutros Países a discórdia

A inimizade alheia

A opressão e a fobia

Transforma a imigração em agonia

Fazendo da Terra inteira, apenas meia…

Agora somos indiferentes

A todo o sofrimento e desamor

Estamos e andamos dormentes

Insensíveis à própria dor

O martelar das notícias

Ecoa na nossa cabeça

Somos peças de Xadrez fictícias

Servidas na nossa própria mesa

Comemos da mesma mentira

As in.verdades à sobremesa

Somos um produto acabado

Que serve para ser consumido

Para agradar ao palato

Consumidores inveterados

De Fake News e in.formação

Somos os alimentos no prato

Que nos seduzem pelo olfacto

Quando chega a Depressão...!!...