A peça parte de uma tradição familiar inquietante: há gerações que esta família mata fascistas, num ritual assumido como dever moral e compromisso político. Reunidos numa casa de campo, perto da aldeia de Baleizão, no sul de Portugal, preparam-se para mais um desses momentos. Catarina, uma das jovens da família, irá cumprir pela primeira vez a tradição — matar um fascista raptado para o efeito. É um dia anunciado como festa, de beleza e de morte.
Contudo, Catarina hesita. Incapaz — ou recusando-se — a cumprir o ato, desencadeia um profundo conflito familiar que expõe fraturas ideológicas, dilemas éticos e tensões geracionais. A partir desta premissa provocadora, o espetáculo lança questões centrais e urgentes:
- O que é, afinal, um fascista?
- Há lugar para a violência na luta por um mundo melhor?
- Pode a democracia ser violada para ser defendida?
Com uma escrita incisiva e um dispositivo cénico de forte impacto, Tiago Rodrigues constrói uma obra que desafia o público a confrontar-se com as suas próprias convicções. Diretor do Festival d’Avignon, em França, o encenador e dramaturgo tem sido amplamente reconhecido a nível internacional, tendo recebido diversos prémios, entre os quais o Prémio Pessoa, em 2019, uma das mais relevantes distinções culturais em Portugal.
Um espetáculo intenso e provocador que promete marcar o público e afirmar o teatro como espaço vivo de reflexão e debate.
Descubra toda a programação em tm-antoniopinheiro.pt.
CM Tavira


