Comércio e restauração vão estar na plateia do Ateneu Comercial e Industrial de Loulé, dando início ao ciclo “Ideias na Plateia”, num momento em que a Universidade do Algarve estuda no terreno o impacto das grandes superfícies no comércio tradicional do Concelho.

O debate abre com intervenções de Pedro Pimpão (economista), João Justo (gestor financeiro) e José Leal (coordenador concelhio da ACRAL), com moderação de Joaquim Mealha (Equipa de Economia Local da Câmara Municipal de Loulé).

A sessão enquadra-se na iniciativa de cidadania “Boas Conversas” e proximamente o tema voltará a ser debatido em Quarteira e em Almancil. As sessões são registadas integralmente e visam contribuir para o levantamento dos problemas e soluções apresentadas pelos interessados, num setor que é condição de vida das cidades e vilas, e condição de equilíbrio das sociedades locais.

 

BOAS CONVERSAS

Como dar a volta por cima? Qual é o problema? Que soluções? São as perguntas lançadas para a plateia, na perspetiva de que um dia, algum dia o mais próximo possível, se possa dizer que Loulé, e como Loulé, também Almancil e Quarteira, sejam das maiores “grandes superfícies” do Algarve, com produtos, bens e serviços que nenhuma das grandes superfícies sem terra natal pode oferecer com atendimento cordato, sem descongelação, proveniente de milhares de quilómetros à distância e lucros nómadas. 

Lojas abrem, lojas fecham, lojas voltam a fechar. A Cidade está cheia de espaços comerciais ao deus dará. Os restaurantes queixam-se, as tasquinhas arrastam-se no dia-a-dia incerto e difícil. O fisco aperta, a fiscalização aperta, a burocracia daqui e daqui aperta. Aos sábados o Mercado enche mas não basta. Os que estiveram e estão contra as grandes superfícies, vão ao Fórum, vão à Guia, vão a Huelva, deixando atrás uma Cidade que a partir das 19 horas parece morta e que, antes disso, sendo uma cidade comercial com bons produtos (dos sapatos e roupas aos produtos alimentares e frutas de primeira qualidade), queixam-se todos, pouco vende porque pouca gente há para comprar e aparentemente sem capacidade de comprar, como a pobreza evidente e a camuflada comprovam. O desemprego e a baixa qualificação profissional andam de mãos dadas, mas em contraposição há gente com crença, esperança e projetos.

 

Por Loulé25Abril