A «Orpheu Três» nasceu na Escola Secundária de Loulé (ESL) no ano letivo de 2024/2025, inspirada na revista «Orpheu», publicação que assinalou o início do movimento modernista no nosso país, e que teve apenas dois números publicados.
O projeto partiu de uma ideia de duas alunas do 12.º ano, Beatriz Caetano e Joana Martins, que pretendiam recriar o espírito inovador e provocador da «Orpheu» original, e contou com a coordenação da professora de Português Inês Mendes, do professor bibliotecário Júlio Ribeiro e da artista-residente Marta La Piedad. Nesse primeiro número, procurou-se mobilizar a produção criativa existente na escola e abrir a iniciativa a parcerias com a comunidade local. Em articulação com o Plano Nacional das Artes, e com o apoio da iniciativa «Ponto de Encontro» da Câmara Municipal de Loulé, foram realizadas oficinas de escrita e colagem e
houve a participação direta no projeto de artistas da Associação «Policromia», uma das entidades parceiras da ESL no «Ponto de Encontro». O primeiro número, designado Tomo A, foi apresentado no Café Calcinha em maio de 2025, e foi distinguido pelo Jornal «Público» em outubro desse ano, no Concurso Nacional de Jornais Escolares 2024/25, com o Prémio Melhor Design Gráfico.

O segundo número, Tomo B, foi desenvolvido ao longo do presente ano letivo, mantendo-se a equipa de coordenação e os objetivos de criar um objeto gráfico que permitisse apresentar o trabalho criativo desenvolvido por alunos da ESL, e de o colocar em diálogo com textos e imagens de outras origens. No presente número, às contribuições externas resultantes do «Ponto de Encontro», somam-se textos enviados em resposta a uma convocatória aberta e a colaboração da Mescla – Associação Cultural. Será apresentado, à semelhança do que aconteceu com o primeiro número, no Café Calcinha, local marcante da cultura louletana, associado à figura de António Aleixo, poeta popular conhecido pela sua obra de acentuada crítica social.
ES Loulé


