Depois no dia 25 de Abril se ter iniciado no passado dia 25 de Abril no Teatro Lethes com o espetáculo de Serafim “Cont(opias) Histórias que constroem sonhos”, o Festival “Contos de Liberdade” continua no próximo fim de semana com mais 4 sessões.

Na sexta, à procura de contos em parte incerta, numa descoberta não só de narradores e contos, mas também do próprio local onde se vão contar as histórias. Quem estiver no Largo de São Sebastião pelas 21h30 em São Brás poderá embarcar numa aventura pelo desconhecido. Sábado, pelas 15h, a Sofia Maúl, vai contar histórias em português e em inglês no Jardim da Fonte Nova, também em São Brás, numa tentativa de juntar no mesmo imaginário, não só a comunidade portuguesa mas também a comunidade estrangeira residente no Algarve. Pelas 17h, O Luís Carmelo e o Carlos Marques vão à Bordeira desafiar-se mutuamente numa desgarrada de contos. Às 22h00, outra vez em São Brás do Alportel, desta vez a solo o Carlos Marques irá contar histórias na União DR Sambrasense.

 

Depois de uns dias em que as sessões se vão desenrolar em várias escolas, o Festival regressa a Faro nos dias 15 e 16 de Maio. Na sexta feira, uma roda de contos no Ginásio Clube de Faro com os Contadores do Alportejo, Piratas de Alejandria e a argentina Fernanda Gomez. Pela tarde de sábado, na Biblioteca Municipal, a apresentação do livro de microcontos “Ficou tanto por dizer” de Fernando Guerreiro pela professora Adriana Nogueira, seguida de uma tertúlia sobre contos, microcontos e narração oral…Para terminar a edição do Festival deste ano, Yoshi Hioki vem ao Ginásio Clube de Faro no sábado pelas 22h contar histórias do longínquo Japão.

 

 

O festival de Narração Oral “Contos de Liberdade” acontece em Faro desde 2003. Com regularidade anual, esta será a sua décima terceira edição. Desde o primeiro momento, procurou levar os contos aos locais onde estão as pessoas (bares, ruas) não esquecendo a dinamização dos locais mais formais (bibliotecas, escolas, salas de espetáculo). A primeria edição cingiu-se a Faro, mas São Brás do Alportel, Loulé e Olhão já passaram pela programação deste festival. Tendo por base a ARCA (Algarve) e os Piratas de Alejandria (Sevilha), todos os anos tenta acrescentar novos parceiros, responsabilidades partilhadas e pensamento criativo coletivo, na convicção de que cada agente cultural local é aquele que melhor conhece as particularidades, exigências e necessidades do contexto onde desenvolve a sua atividade. Este ano conta a participação das associações São Brás em Transição, União Desportiva e Recreativa Sambrasense, Associação VALORIRZ’ARTE (Bordeira), Ginásio Clube de Faro, ACTA A Companhia de Teatro do Algarve além dos apoios do Delegalão Regional do Ministério da Cultura, Junta de Freguesia de Danta Bárbara (Faro) e Municípios de Faro e São Brás do Alportel.

Além destas parcerias locais, o festival conta ainda com a parceria da “Festa dos Contos” festival de narração oral de Montemor-o-Novo potenciando as redes nacionais de programação cultural.

O festival “Contos de Liberdade”, a par com as “Palavras Andarilhas” em Beja e as “Jornadas dos Contos” em Braga, um dos poucos festivais dedicados à disciplina no nosso país com regularidade anual e perfazendo já doze anos de existência. Tem trazido ao Algarve artistas nacionais e estrangeiros, com origens tão distintas como os Camarões, o Brasil, a França, entre outros.

A XIII edição do Festival de narração Oral Contos de Liberdade está a ser planeada, como sempre, para ser parte das comemorações do aniversário do 25 de Abril. E como sempre, movem-nos a vontade e paixão de partilhar histórias e a rica tradição da narrativa oral.

Mais do que uma comemoração de um acontecimento passado, procuramos contadores que, através do seu repertório nos façam refletir sobre o significado do que é a “Liberdade” hoje, mais de quatro décadas após a revolução de Abril.

O Festival será constituído por diversas sessões de contos e outras atividades em diferentes locais (espaços e jardins públicos, bibliotecas, e bares).

O objetivo é reunir diversos contadores que com diferentes formas de contar, enriqueçam as comemorações do 25 de Abril e oferecer à população uma atividade cultural diversificada onde a “liberdade” pode ser analisada sobre um prisma diferente, o da “palavra”, relacionando sempre os contos e a narração oral com outras áreas e artes insistindo sempre no seu papel como forte instrumento de Educação em Valores (de cidadania, de respeito pela diferença e interculturalidade, de preservação do meio ambiente, do fomentar do espírito crítico em relação ao mundo que nos rodeia, entre outros).

Pretende-se ajudar a reavivar a tradição de contar e escutar fomentando espaços de formação, quer para contadores, quer para ouvintes, planeando atividades de uma forma continuada e estruturada, dando particular atenção às escolas e bibliotecas.

Por outro lado é fundamental levar os contos a outros públicos e outros lugares privilegiando sessões de contos em diversos lugares de interesse patrimonial ou ambiental (levando as pessoas aos contos) e em espaços de lazer já utilizados pelas pessoas (levando os contos às pessoas) e promovendo a leitura de contos de cariz popular e de autor.

Partindo do prazer de descobrir o que em Portugal, e noutros países perto de nós, algumas pessoas têm vindo a fazer para recuperar uma parte importante das nossas origens, e principalmente recordando o efeito mágico que têm sobre nós os contos e o contar histórias, preparámos esta proposta com os seguintes objetivos:

- Divulgar junto da população algarvia, os contos populares, de tradição oral;

- Conquistar o público infantil, juvenil e adulto para o “prazer da audição”;

- Incentivar o público a cultivar o “imaginário”, nomeadamente no que diz respeito à sua relação com o “real e o “simbólico”;

- Apresentar ao público, outros “contadores” e outras “histórias”, oriundos de uma cultura diversa;

- Potenciar o espaço da “palavra” e do “contar “histórias” e o seu contributo na promoção de valores;

- Fomentar as relações interculturais entre o Algarve e a Andaluzia

Para ajudar a concretizar estes objetivos, definimos três eixos de atuação:

1) Reavivar a tradição de contar e escutar fomentando espaços de formação, quer para contadores, quer para ouvintes, planeando atividades de uma forma continuada e estruturada, dando particular atenção às escolas e bibliotecas.  

 

2) Levar os contos a outros públicos e outros lugares privilegiando sessões de contos em diversos lugares de interesse patrimonial ou ambiental (levando as pessoas aos contos) e em espaços de lazer já utilizados pelas pessoas (levando os contos às pessoas)

3) Relacionar os contos e a narração oral com outras áreas e artes insistindo sempre no papel dos contos como forte instrumento de Educação em Valores (de cidadania, de respeito pela diferença e interculturalidade, de preservação do meio ambiente, do fomentar do espírito crítico em relação ao mundo que nos rodeia, entre outros).

 

 

PROGRAMA 2015

 

Sábado 25 de Abril

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21h30 Cont(opias) “Histórias que constroem sonhos” com Serafim

Teatro Lethes

Faro

 

 

Sexta- Feira 8 de Maio

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21h30 Contos em Parte Incerta

Ponto de encontro no Largo de São Sebastião

São Brás de Alportel

 

 

Sábado 9 de Maio

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15h00 Sessão Bilingue de Contos (Pt/En) com Sofia Maúl

Jardim da Fonte Nova

São Brás de Alportel

 

17h00 Sessão com Carlos Marques e Luis Carmelo

 Bordeira, Faro

 

22h00 Sessão de Contos com Carlos Marques

União DR Sambrasense

São Brás de Alportel

 

Sexta-Feira 15 de Maio

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22h00 Roda de Contos com Contadores do Alportejo, Fernanda Gomez, Piratas de Alejandria

Ginásio Clube de Faro

Faro

 

Sábado 16 de Maio

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15h00 Apresentação do Livro Microcontos de Fernando por Adriana Nogueira

Tertúlia sobre Livros, Microcontos, Narração Oral...

Biblioteca Municipal de Faro

Faro

 

22h00 Roda de Contos com Yoshi Hioki

Ginásio Clube de Faro

Faro

Narradores convidados

 

Serafim (Beja)

Um dos mais famosos narradores portugueses, a sua qualidade vai muito além do stand up comedy que o tornou conhecido do grande público. Como contador de histórias, tem percorrido o país de norte a sul, incluindo os Açores, efetuando inúmeras sessões de contos para públicos de todas as idades. Tem participado em encontros de narração oral, nomeadamente em Espanha, Argentina e Canadá. É presença regular na SIC e na RTP1 em programas de humor e é também autor de vários livros: “A.Ventura”, “A Sul de Ti” e “Estórias do Serafim”.:

 

Sofia Maúl (Madeira)

Nasceu na Madeira a 16 de Novembro de 1973 e é tradutora desde 1974, terapeuta da fala desde 2000, mãe desde 2009, escutadora de histórias desde sempre, contadora de histórias desde 1975 e contabandista desde 2006. Desde 2004 que também faz parte da bolsa de contadores da Biblioteca Municipal de Oeiras, onde fez variadas formações no âmbito do projecto Histórias de Ida e Volta. Outras actividades importantes para o seu percurso foram workshops de clown e mímica e viagens que fez para ouvir contar e contar (Irlanda, Espanha, Reino Unido, Itália e Bélgica). E isso é o que a empurra como contadora: ouvir e ler e escrever e trabalhar e partilhar contos para construir repertório para poder viajar para ouvir mais contos...

 

Carlos Marques (Montemor-o-Novo)

Actor / contador de histórias. Nasceu em Montemor-o-Novo no ano de 1978 e é licenciado em Estudos Teatrais pela Universidade de Évora. Chamou às suas performances narrativas MALA DE CONTOS que atravessa todo o país. Neste momento, assume-se também como programador de narração oral, na Biblioteca de Montemor-o-Novo, com a iniciativa Contos Doutra Hora e do Festival Festa dos Contos. O seu reportório assenta na reescrita da tradição oral. As suas sessões de contos são caracterizadas pela música, humor e contacto espontâneo com o espectador. Para além de contador trabalha regularmente em teatro.

 

Contadores do Alportejo (São Brás do Alportel)

Grupo de narração oral protagonizado por dois alentejanos residentes em São Brás do Alportel, o Fernando e a Maria José. Têm vindo a afirmar-se como mais um dos sólidos projetos de narração oral do Algarve desenvolvidos nos últimos tempos.

 

Luís Carmelo (Faro)

Nasceu em Lisboa em 1976, mas foi no Brasil que cresceu até 1991. Licenciado em Estudos Teatrais e Mestre em Estudos Portugueses com a dissertação Representações da Morte no Conto Tradicional Português (Colibri). Pertence ao Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa e ao Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve. Encontra-se a desenvolver um projecto de doutoramento sobre Narração Oral, sendo bolseiro da FCT. Conta desde 2003, em bibliotecas, escolas, associações, teatros e festivais, em Portugal e no estrangeiro. Criou projectos como os "Contapetes Bebés", em co-produção com o Centro Cultural Vila Flor, o Teatro Maria Matos e a Pé de Mosca, a "Barraquinha dos Contos", apresentada na Fundação Calouste Gulbenkien e nas "Palavras andarilhas", ou as "Contatinas". Reside em Faro desde há alguns anos.

 

 

Piratas de Alejandria (Espanha)

Vivem para resgatar um tesouro imenso que são os contos do mundo inteiro. Vêm de Sevilha e trazem a paixão pela narração e pela poesia. Sobre si dizem: “Porque a nossa condição é andar constantemente em vi@gem, por sermos a personificação da @ventura e porque o nosso nome evoca @cção, risco, emoções e lug@res desconhecidos e par@gens inexploradas, fomos recolhendo histórias, experiências e conhecimentos. Somos uma lenda viv@. Por isto somos Piratas. E porque a maior Biblioteca da humanidade foi a de Alexandria. Por tudo isso somos os Piratas de Alejandria." São parceiros do “Contos de Liberdade” desde o seu início.

 

Fernanda Gomez (Argentina)

Narradora argentina, conta com uma importante trajetória como atriz, participando em numerosos espetáculos quer de teatro para adultos, quer de teatro infantil ou de teatro dança. Está em digressão pela Europa e resulta da parceria entre o Contos de Liberdade e Festival “Festa dos Contos” que se vai realizar em Montemor-o-Novo entre 20 e 24 de Maio

 

Yoshi Hioki  (Japão)

Pintor e narrador residente em Barcelona desde 1991. Desde 1999 que dedica a contar principalmente contos, mitos, lendas e relatos literários de todas as épocas do seu país, Japão. Yoshi Hioki sente como complementares as suas atividades narrativas e pictóricas: "Neve, chuva e uma flor de camélia...Os contos japoneses são pinturas feitas pelas palavras e pelos silêncios. Pinturas que refletem a alegria e a tristeza da própria vida.

 

 

Apresentação do Livro “Microcontos” de Fernando Guerreiro e tertúlia à volta da narração escrita e oral

Com o autor Fernando Guerreiro, apresentado por Adriana Nogueira (UAlg) e com a presença de Isabel Cardigos (UAlg) e dos escritores Fernando Évora e Carlos Campaniço

        

 

SESSÕES DE CONTOS EM ESCOLAS

Ao longo do Festival têm lugar várias sessões de contos nas várias escolas do Concelho de Faro (do ensino pré-escolar aos ensino secundário).

 

SESSÕES DE CONTOS NA RUA - Rádio Universitária do Algarve

A exemplo de edições anteriores, um dos narradores protagonizará uma sessão de contos na RUA- Rádio Universitária do Algarve