“Ainda hoje é considerada uma das maiores da Europa”, disse, acrescentando que o sucesso da primeira marina portuguesa, localizada no concelho de Loulé, está na constante modernização e adequação dos serviços às necessidades dos seus clientes.
Admitindo que a crise não passou “ao largo” do negócio do turismo náutico, Isolete Correia contou que alguns proprietários de pequenas embarcações desistiram de mantê-las.
“Isso notou-se mais nas embarcações de mais pequeno porte, nas outras não”, referiu, acrescentando que, em simultâneo, houve uma grande procura de lugares para embarcações cada vez maiores.
A responsável pela Marina de Vilamoura há 18 anos contou que mais recentemente tem recebido pedidos para lugares de amarração para embarcações com 70 a 75 metros, apesar de a marina ainda não ter capacidade para as receber.
“É uma área ainda em expansão”, comentou.
Para responder à crescente procura de lugares de amarração para embarcações maiores, a marina sofreu nos últimos anos uma alteração na sua disposição, com a redução desses lugares para 825.
Entretanto, já foi projetada uma obra na zona do anteporto que vai permitir criar mais 68 lugares de amarração para embarcações até aos 60 metros.
Atualmente, cerca de 50% dos proprietários de embarcações amarradas na Marina de Vilamoura são portugueses, 15% são do Reino Unido e os restantes são oriundos dos Países Baixos, da Alemanha, da Espanha, entre outros.
A maior parte dos lugares estão dirigidos para contratos de amarração a tempo inteiro, mas existem outros que permitem acolher embarcações de passagem, sendo o mês de agosto aquele em que a Marina de Vilamoura regista maior atividade com este tipo de clientes.
Isolete Correia recordou que na altura em que a Marina de Vilamoura foi construída, durante o período pós-revolução do 25 de Abril de 1974, o projeto não foi entendido por todos e foi considerado arrojado por muitos: “Não sei se pensariam que teria um sucesso destes”.
Cupertino Miranda foi o mentor do projeto e o responsável pela aquisição dos terrenos na altura designados por “Morgado de Quarteira”, onde hoje está instalada o equipamento.
“O seu desenho foi muito bem concebido e tudo o que está à sua volta em termos de lojas acaba por se integrar. É um todo, não são só as embarcações, mas também toda a sua envolvente”, considerou a responsável.
Por: Lusa


