Segundo o Público, que se apoia em dados da Procuradoria-Geral da República (PGR), as buscas tiveram como alvo o empreendimento Vale do Lobo, onde esteve o procurador titular do processo, Rosário Teixeira, o juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, Carlos Alexandre, inspetores da Autoridade Tributária e agentes da PSP.
“O MP, no Departamento Central de Investigação e Ação Penal, realizou buscas na região de Lisboa e no Algarve. Diligências estas efetuadas no âmbito da denominada Operação Marquês”, adiantou a PGR.
Fonte da administração do empreendimento também confirmou as buscas, salientando que as autoridades procuraram documentação e provas relacionadas com antigos fornecedores do empreendimento. Terá também sido recolhido material informático.
O empreendimento turístico Vale do Lobo é propriedade de um conjunto de investidores portugueses e estrangeiros. A Caixa Geral de Depósitos detém 24% do capital da sociedade e está presente na estrutura acionista através da Wolfpart, SGPS criada pelo banco em 2006. Em 2012, esta empresa apresentou resultados líquidos negativos superiores a 64 milhões de euros, escreve a publicação.
O resort foi fundado em 1962 pelas multinacionais Trusthouse Forte e Costain plc, que o venderam ao empresário holandês Sander van Gelder. Já no final de 2006, o resort foi vendido aos atuais proprietários.
No âmbito deste inquérito é também arguido o empresário e amigo de José Sócrates Carlos Santos Silva e Joaquim Barroca, administrador do Grupo Lena que é suspeito de ser um dos principais corruptores do ex-governante e está em prisão domiciliária.
Por: Idealista


