Segundo a AirHelp, empresa líder mundial em tecnologia de compensação de passageiros aéreos,

Entre julho e setembro deste ano, em Portugal, 34% dos cerca de 71 mil voos analisados pela AirHelp, registou alguma perturbação. Partiram de um aeroporto nacional mais de 10,4 milhões de pessoas, das quais cerca de 3,5 milhões viram o seu voo sofrer atrasos ou cancelamentos.

 

Durante o terceiro trimestre de 2026, um em cada três voos que descolaram de um aeroporto português sofreu atrasos ou cancelamentos. De acordo com dados da AirHelp, empresa líder mundial em tecnologia de compensação de passageiros aéreos, dos cerca de 71 mil voos registados nos aeroportos portugueses entre julho e setembro, 34% teve alguma perturbação, face a 66% que operou à hora prevista. No total, cerca de 24 mil voos registaram perturbações e destes mais de 23 mil sofreram atrasos de pelo menos 15 minutos e cerca de 840 foram cancelados.

Além disso, mais de cinco mil voos acumularam atrasos de uma hora ou mais, o que representa aproximadamente 7% do total analisado. Dos cinco mil voos, mais de 1.300 sofreram atrasos de pelo menos duas horas e mais de 500, de três horas ou mais.

Do lado dos passageiros, mais de 10,4 milhões de pessoas partiram dos aeroportos portugueses entre julho e setembro, das quais cerca de 3,5 milhões (33%) viram o seu voo sofrer atrasos ou cancelamentos. Cerca de 742 mil passageiros enfrentaram atrasos de pelo menos uma hora, aproximadamente 193 mil, de duas horas ou mais, e 71 mil, de três horas ou mais. Além disso, mais de 90 mil passageiros (0,9%) viram o seu voo ser cancelado.

 

Madeira, o aeroporto mais pontual entre os que cumprem o critério de atividade

Para elaborar o ranking de pontualidade, a AirHelp selecionou exclusivamente os aeroportos de onde partiram, pelo menos, 400 voos por mês com dados disponíveis, o que equivale a 1.200 partidas durante o terceiro trimestre de 2026. Desta forma, a classificação centra-se nos aeroportos com um volume de atividade suficiente para uma comparação homogénea e, nesse sentido, seis aeroportos cumpriram este critério.

De acordo com os dados recolhidos, o aeroporto da Madeira liderou a classificação, com 79,2% de voos pontuais. Seguiram-se Faro, com 78,7%, e o Porto, com 69,6%.

No extremo oposto, o aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, registou a percentagem de pontualidade mais baixa dos aeroportos incluídos no ranking, com 56,8%. Seguiram-se o aeroporto das Lajes, na ilha Terceira, com 59,1%, e Lisboa, com 60,1%, o aeroporto que concentra mais voos (mais de 29 mil).

 

Aeroporto

Voos analisados

% de voos pontuais

Passageiros

% de passageiros sem perturbações

Madeira (Funchal)

4.657

79,2%

696.906

78,2%

Faro

11.434

78,7%

1.842.870

78,5%

Porto

15.502

69,6%

2.421.738

69,3%

Lisboa

29.058

60,1%

4.658.667

60,4%

Lajes (Terceira)

2.093

59,1%

178.349

61,4%

Ponta Delgada (João Paulo II)

4.313

56,8%

431.932

58,1%

 

 

Direitos dos Passageiros Aéreos

A AirHelp lançou, recentemente, uma nova edição do seu Guia sobre os Direitos dos Passageiros Aéreos, um recurso prático que explica que assistência devem prestar as companhias aéreas, quando existe direito a compensação e que passos convém seguir para gerir uma reclamação de forma eficaz.

É de relembrar que, no caso dos voos com origem ou trajeto dentro da União Europeia, independentemente da nacionalidade da companhia aérea, e, no caso de voos com origem fora da União Europeia e destino na União Europeia, operados por uma companhia aérea de um dos Estados-Membros, o Regulamento (CE) n.º 261/2004 garante os direitos dos passageiros aéreos é considerado uma das legislações mais completas do mundo.

Esta legislação reconhece aos passageiros uma série de direitos em caso de atrasos, cancelamentos, overbooking ou perda de ligações. Entre eles incluem-se o direito a receber comida e bebida a partir de duas horas de atraso, alojamento e transporte quando o incidente obrigar a passar a noite fora, e a possibilidade de escolher entre um voo alternativo ou o reembolso integral do bilhete caso o atraso ultrapasse as quatro horas ou a viagem seja afetada por um cancelamento, uma recusa de embarque ou uma ligação perdida.

Além disso, os passageiros podem ter direito a uma compensação até 600 euros por pessoa quando o incidente for da responsabilidade da companhia aérea e não se dever a circunstâncias extraordinárias. A legislação, através da Convenção de Montreal, protege ainda contra danos, atrasos ou perdas de bagagem, com indemnizações até 1.900 euros. Para facilitar qualquer reclamação, é recomendável guardar toda a documentação da viagem, como o cartão de embarque, as comunicações da companhia e os recibos das despesas resultantes do incidente.

 

AirHelp