O Padre António Elísio Barreto de Freitas, de 32 anos, anunciou nas Eucaristias Dominicais do passado domingo, dia 9 de agosto, a sua partida para Roma.

No dia 30 de agosto, o Pe. António Freitas deixará as Paróquias de Loulé, onde é estimado por toda a comunidade, para ir estudar Teologia Pastoral por um período de 2 anos em Roma, a convite do Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas. O Pe. António Freitas diz ter aceite este desafio por ver “nesta proposta um serviço ao futuro da nossa Diocese do Algarve”. No dia 23 de agosto, o Pe. António Freitas celebrará a sua última Eucaristia em Loulé, pelas 19h00, no Santuário de Nossa Senhora da Piedade.

 

A Voz do Algarve – Qual o seu percurso enquanto Sacerdote?

Pe. António Freitas – Como padre só conheci as paróquias de Loulé. Estagiei um ano em Portimão, em 2008 fui enviado para o Seminário para integrar a equipa formadora do mesmo, tendo estado como diácono um ano neste serviço. Fui ordenado padre em 31 de maio de 2009 e vim para Loulé em 6 de Setembro desse mesmo ano. A par das Paróquias de Loulé era também Assistente Regional do Escutismo CNE e Assistente Diocesano da Pastoral Juvenil do Algarve.

 

A Voz do Algarve – A pouco tempo de partir para Roma, o que leva consigo de Loulé?

Pe. António Freitas – A 20 dias de partir para Roma levo uma bagagem cheia de grandes testemunhos de fé, de grandes amizades e muitos momentos felizes que pude passar com os Louletanos. Deste povo extraordinário levo também a alegria de ter conhecido gentes que não abdicam dos seus valores, da sua identidade e da sua cultura e religiosidade. Aprendi a amar este povo, amando as suas características e valorizando a sua identidade e o que levo é a alegria de me sentir amado, de me sentir acolhido, de me sentir Louletano. Naturalmente, vivo sentimentos de alguma tristeza por deixar esta minha família Louletana. Gostei muito de aqui ter trabalhado e tendo dado alguma coisa a Loulé reconheço que recebi imensamente mais deste povo tão generoso e tão genuíno. Mas uma coisa que de facto não esquecerei é o profundo amor dos Louletanos à Mãe de Deus, aqui invocada como Mãe Soberana. É uma verdadeira lição e enorme testemunho de fé.

 

A Voz do Algarve – Quem o irá suceder?

Pe. António Freitas – Tomará posse em Loulé, no próximo dia 30 de agosto, dia em que parto para Roma, o Pe. Carlos Manuel Patrício de Aquino, conforme foi revelado recentemente pelo Sr. Bispo.

 

A Voz do Algarve – Após os dois anos em Roma, qual será o destino seguinte? Regressará a Loulé?

Pe. António Freitas – Quanto ao meu destino, após estes dois anos: não sei dizer. Estar nas mãos de Deus e ser padre é nunca ter morada permanente onde quer que seja e é nunca saber o que virá a seguir.

 

A Voz do Algarve – Que mensagem gostaria de deixar aos louletanos que frequentam a Paróquia de Loulé?

Pe. António Freitas – A mensagem que gostaria de deixar aos Louletanos é que nunca deixem de ser como são, abrindo sempre as portas do coração a Cristo. Cristo nunca renega nem obstaculiza qualquer cultura, pessoa, condição... Antes, quer conhecer e tomar tudo isso para elevar ainda mais. Aos Louletanos peço ainda que nunca deixem de amar a nossa Mãe Soberana: que dela tenham sempre um abrigo seguro... Mas peço ainda que os cristãos de Loulé não se acomodem... Os passos e caminhos que trilhamos nestes 6 anos devem continuar... Este é o tempo de, motivados pelo Papa Francisco, quebrar esquemas e vícios enraizados e partir para novos rumos onde o que deve ser primaz é cada pessoa e nunca a regra ou a lei. Que os cristãos de Loulé se deixem renovar e abram as portas da comunidade a tantos e tantas que procuram Deus e a fé.

 

Por VA / Nathalie Dias