Os dados são de 2025 e revelam que o Turismo no Espaço Rural e o Turismo de Habitação (TER/TH) registaram um crescimento da oferta e da procura.

Esta tipologia de alojamento, que no ano analisado integrava 2.054 unidades, mais 3,4% do que em 2024, 16.203 quartos (+3,8%) e 35.656 camas (+4,4%), recebeu 1,5 milhões de hóspedes, uma subida de 6,7% face ao ano anterior, que geraram 3,3 milhões de dormidas (+6,9%). Os proveitos totais tiveram uma evolução positiva de 10,1%.

Números avançados pelo travel BI by Turismo de Portugal dizem que Turismo no Espaço Rural e de Habitação mantém uma dimensão relativamente reduzida no conjunto do alojamento turístico, representando cerca de 7% das camas e 4% das dormidas, no entanto, o seu peso nos proveitos totais é ligeiramente superior ao registado na procura, beneficiando de um proveito médio por dormida de 69,6 €, acima da média do alojamento turístico (66,7 €) e próximo do registado na hotelaria (70,0 €).

Os residentes representaram 51,8% do total de dormidas em 2025, mantendo um peso ligeiramente superior ao dos não residentes. As dormidas de não residentes registaram, contudo, o crescimento mais expressivo, com uma subida de 10,3% face ao ano anterior, enquanto apresenta também uma maior concentração da atividade no verão.

Os meses de julho, agosto e setembro representam 42,9% das dormidas, face a 36,2% no alojamento local e 34,3% na hotelaria, mas ainda assim, esta concentração diminuiu face aos 43,8% registados em 2024. A sazonalidade nesta tipologia revelou-se mais acentuada do que a média nacional do alojamento turístico (34,9%), reforçando a forte dependência do período de verão na dinâmica do setor.

Entre os principais mercados internacionais, a Alemanha manteve a liderança, com cerca de 300 mil dormidas, seguida de França, com 184 mil, Espanha, com 168 mil, Estados Unidos, com 158 mil, e Países Baixos, com 143 mil.

A Alemanha foi o principal mercado internacional no Alentejo, Algarve, Açores e Madeira. No Norte, Oeste e Vale do Tejo e Península de Setúbal, a liderança coube a Espanha; no Centro, a França; e na Grande Lisboa, os Estados Unidos, indica a informação do travel BI.

De destacar que a procura por TER/TH mantém uma forte concentração territorial. Em 2025, o Norte representou 29,0% das dormidas, seguido do Alentejo, com 23,1%, e do Centro, com 13,0%, que no conjunto concentraram 65,1% das dormidas registadas nesta tipologia de alojamento.

O TER/TH registou 291,3 milhões de euros de proveitos totais, dos quais 228,6 milhões corresponderam a proveitos de aposento em 2025. Face a 2024, verificou-se um crescimento homólogo de +10,1% nos proveitos totais e de +10,4% nos de aposento, traduzindo uma evolução bastante expressiva deste indicador.

Em termos regionais, o Norte (83,6 milhões €) e o Alentejo (71,2 milhões €) assumiram-se como as principais regiões, seguidos pelo Centro (27,9 milhões €), que concentraram em conjunto 62,7% dos proveitos do TER/TH.

O proveito médio por dormida fixou-se em 69,6€, acima da média nacional do alojamento turístico (66,7€), tendo-se destacado a Grande Lisboa de forma clara, com 143,5 € por dormida, valor muito acima da média nacional. Também os Açores (85,4€), o Alentejo (74,4€) e o Algarve (71,2€) registaram resultados superiores à média deste setor do alojamento.

 

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