Os trabalhadores dos Serviços de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) do Algarve estiveram ontem, dia 5, a cumprir um dia de greve.

Para além dos serviços mínimos que foram cumpridos, a greve teve maior impacto no hospital de Portimão onde o refeitório não funcionou, cujo impacto se sentiu também no hospital de Lagos, onde o serviço de rouparia também encerrou. Os trabalhadores em greve distribuíram um comunicado aos trabalhadores e utentes das unidades hospitalares onde constam as razões da luta, e que resultou numa grande onda de solidariedade.

O Sindicato irá solicitar mais uma vez uma reunião à Administração do SUCH para tentar encontrar uma solução para os problemas que afetam os trabalhadores e uma audiência ao Ministro da Saúde.

Os trabalhadores exigem resposta da Administração às reivindicações e problemas já há muito denunciados pelo Sindicato, como a contratação dos trabalhadores em falta nos serviços; o aumento de 4% dos salários, com um mínimo de 40€; 25 dias úteis de férias para todos; a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais; a atribuição das categorias conforme as tarefas que os trabalhadores realmente desempenham e respectiva retribuição; o respeito pelo regime de folgas estipulado no Acordo de Empresa; o fardamento adequado e em número suficiente; a instalação de um sistema de ar-condicionado no bar do hospital de Lagos, de acordo com a vontade expressa pelos trabalhadores e utentes num abaixo-assinado entregue à empresa no dia 21 de Julho de 2016 e que, até agora, não foi atendido; a atribuição do abono de falhas para os trabalhadores da caixa; a disponibilização de todos os recibos de vencimento no sítio intranet do SUCH; e luvas térmicas e panos adequados para limpeza.

O Sindicato da Hotelaria do Algarve valoriza os resultados da greve, fruto da união, força e coragem demonstradas pelos trabalhadores do SUCH, e apela à continuação da luta até a empresa atender aos seus problemas e reivindicações.

 

Por: CGTP