A adesão dos trabalhadores da Restflight à greve de três dias, que terminou às 22 horas de domingo foi de cerca de 80%, afirmou hoje um dos representantes da comissão sindical da empresa de serviços de ‘catering’ para aeronaves.

“A adesão dos trabalhadores à greve de três dias foi de cerca de 80%”, disse Isaac Correia à agência Lusa, lembrando que um dos objetivos da luta, além do cumprimento do Acordo de Empresa e do aumento salarial, teve a ver com o fim da “existência de pressões e situações de assédio moral”.

Nesse sentido, “um dos diretores deixou de exercer o cargo”, salientou.

“Agora, vamos fazer um pedido para reativar as negociações salariais [para este ano] com a administração. Os trabalhadores já não têm aumentos salariais há cerca de seis anos”, esclareceu.

A greve dos trabalhadores da Restflight Serviços de Catering foi apoiada pelo Sindicato da Hotelaria e Turismo do Sul, afeto à CGTP, tendo-se iniciado às 22:00 de quinta-feira passada e terminado no domingo à mesma hora.

“O sindicato parte de uma base negocial de 3,5% de aumento, mas as negociações com a administração não avançaram” , esclareceu o sindicalista.

A prestação de serviços mínimos obrigatórios foi “garantida e cumprida”, referiu.

A greve de três dias na Restflight atingiu os serviços de ‘catering’ a aeronaves no aeroporto de Lisboa e Faro, excluindo o Funchal na Madeira, segundo os mesmos.

A agência Lusa contatou a Restflight, empresa que emprega 50 trabalhadores, mas não foi possível obter uma declaração sobre a greve.

 

 

Por Lusa