Decorrente das preocupações da Águas do Algarve, S.A. com a preservação dos recursos naturais da região, a redução de custos na manutenção e reparação de equipamentos, e a sensibilização da população em geral e dos vários operadores do sector…

… decorreu no passado dia 07 de Outubro, e conforme previsto o Seminário Óleos Alimentares Usados nos Sectores Doméstico, da Hotelaria & Restauração - Que soluções? o qual contou na sessão de abertura com o Presidente da Câmara Municipal de Albufeira – Dr Carlos Sousa, a Administradora da Águas do Algarve, S.A.  Drª Isabel Soares, e o representante do Presidente da APDA – Eng Pedro Beraud. 

Com cerca de 200 participantes, o Seminário contou com a presença de prestigiados oradores em sala, os quais trouxeram quer informações acerca da realidade da nossa Região no que concerne à recolha e tratamento deste resíduo, outros foram que apresentaram soluções práticas para o tratamento e reutilização dos óleos.

Também e como não poderia deixar de ser, a legislação aplicada a este sector foi também muito referenciada, enumerando-se as boas práticas que devem ser tidas em consideração no manuseamento dos óleos alimentares usados, em contrapartida com os graves prejuízos que este resíduo provoca no meio ambiente se mal utilizado após utilização. Soluções diferenciadas e inovadoras foram também identificadas, como seja o caso da Vermicompostagem. Todas as apresentações estão disponíveis para serem vistas em www.aguasdoalgarve.pt

Principais Recomendações/Conclusões do Seminário

Há que ter presente que a primeira prioridade nesta problemática deve ser ao nível da separação dos OAU na fonte (medida preventiva) sob pena de se ter que atuar a jusante (medidas corretivas para resolver problemas, designadamente nas redes de saneamento, Estações Elevatórias e ETAR), o que torna todo o processo menos eficiente (menor quantidade de OAU valorizada, por exemplo) e onera o serviço de saneamento de águas residuais e, portanto, a tarifa de saneamento praticada a qual, em última análise, é suportada por todos nós.

É preciso também não esquecer que a ineficiência na separação/recolha de OAU origina, igualmente, o aumento da pegada de carbono, associadas às emissões de CO2 daqui decorrentes, questão esta que é cada vez mais relevante.

Reafirma-se assim a mensagem de que a separação na fonte será a melhor contribuição que os utilizadores poderão e deverão adotar.

Concretamente no que se refere ao Setor doméstico, foram identificadas, no decurso do Seminário, as seguintes conclusões:

·  Face às quantidades de OAU recolhidas, conclui-se ser necessário um esforço para um maior aumento da recolha dos OAU, sendo imprescindível uma cobertura efetiva de toda a Região.

·   O aumento do número de óleões, em particular em zonas de uma maior dispersão da população, pode ter um contributo positivo para o aumento da recolha dos OAU.

·  Necessidade de aumentar a sensibilização junto dos vários setores; uma das comunicações apresentadas evidenciou uma experiência muito positiva, no Município de Lagos, de envolvimento da população escolar, salientando-se a necessidade de que a formação/sensibilização da população, além de atingir todos os setores envolvidos, tenha continuidade no tempo.

·   Ainda neste contexto da formação/sensibilização, deverá ser dada especial atenção à população turística.

·   Também a necessidade de um maior esclarecimento dos utilizadores, com vista a evitar a colocação indevida de resíduos nos óleões, se afigura relevante.

·   O problema dos roubos e do vandalismo dos óleões evidencia a necessidade de uma maior articulação entre as várias entidades e, eventualmente, ter em conta estas situações, quer ao nível da localização dos óleões, quer mesmo à sua configuração.

·    Numa das comunicações foi evidenciada a existência de outras soluções para os OAU, designadamente por vermicompostagem, efetuada localmente, a qual pode representar uma vantagem adicional, em termos de pegada de carbono.

Quanto ao Setor HORECA, identificaram-se as seguintes conclusões:

·   É necessária a utilização de mais separadores de óleos e gorduras no setor.

·   Torna-se também imprescindível garantir adequadas práticas de manutenção dos mesmos, evitando-se ações de limpeza “in extremis”.

·   Há que garantir uma adequada fiscalização ao funcionamento deste tipo de equipamentos por parte das entidades com competência na matéria.

·   Há que reforçar a formação/sensibilização de todo o pessoal envolvido, designadamente gerentes e pessoal de cozinha, com vista a tornar mais eficiente a recolha dos OAU e a atempada limpeza/ manutenção dos separadores.

·  É necessária uma maior fiscalização aos vários agentes envolvidos, com vista a garantir que os procedimentos adotados garantam o adequado encaminhamento dos resíduos (subprodutos) gerados.

Ao nível da gestão das redes coletoras de águas residuais, identificou-se a necessidade de:

·  Garantir o encaminhamento dos resíduos, resultantes das ações de limpeza/desobstrução das redes, para aterro

·   Uma maior articulação entre as entidades gestoras das  redes em baixa (câmaras e empresas municipais) e a Águas do Algarve S.A., com vista à seleção dos locais mais adequados para descarga dos limpa-fossas.

A organização deste Seminário contou com a parceria da CM de Albufeira e da APDA, e com o apoio da ACRAL, AHETA e AIHSA.

Por: Águas do Algarve