A Ryanair apelou ao Governo português para que suspenda o Sistema de Entrada/Saída (EES) até setembro, de forma a «evitar longas filas no controlo de passaportes» durante este verão, acusando as autoridades portuguesas de «não terem conseguido garantir pessoal suficiente, preparação adequada do sistema ou a instalação de quiosques necessários».

A Ryanair apelou ao Governo português para suspender a implementação do Sistema de Entrada/Saída (Entry/Exit System, EES, sigla em inglês) de controlo de passaportes da UE nos aeroportos nacionais até setembro, de forma a evitar que passageiros e famílias “sofram com longas filas no controlo de passaportes durante este verão”.

Segundo a maior companhia aérea low-cost da Europa, “sem esta suspensão, muitos passageiros, incluindo famílias com crianças pequenas em viagem de férias, poderão ser desnecessariamente sujeitos a longos tempos de espera nos aeroportos portugueses durante a época alta”.

Neal McMahon, diretor de operações da Ryanair, explica, em comunicado, que “os governos em toda a Europa estão a tentar implementar um sistema informático inacabado em plena época mais movimentada do ano para viagens, e são os passageiros que pagam o preço, sendo obrigados a enfrentar filas de horas no controlo de passaportes e, em alguns casos, a perder voos”.

A Ryanair sublinha ainda que, “apesar de saberem há mais de três anos que o EES entraria plenamente em funcionamento a 10 de abril de 2026, as autoridades portuguesas não conseguiram garantir pessoal suficiente, preparação adequada do sistema ou a instalação de quiosques necessários”.

Como consequência, a companhia aérea liderada por Michael O’Leary refere que os passageiros estão a enfrentar “longas filas no controlo de passaportes” e, em alguns casos, “a perder voos”.

E exemplifica ao revelar que os tempos de espera já “ultrapassam uma a duas horas nos aeroportos de Faro, Funchal e Porto, onde a falta de pessoal e falhas no sistema continuam a causar perturbações desnecessárias”.

A Ryanair dá ainda exemplos de outros países da União Europeia que estão a adotar uma abordagem “mais pragmática”, como a Grécia, cujo Governo decidiu adiar a implementação do EES até setembro para melhor gerir o pico de tráfego do verão.

A Ryanair revela ainda ter enviado cartas a governos dos 29 países abrangidos pelo EES — incluindo ao ministro da Administração português, Luís Neves, “apelando à suspensão do sistema até setembro, garantindo assim operações aeroportuárias mais eficientes durante o verão”.

E conclui: “a solução é simples e já está prevista na legislação da UE (Regulamento UE 2025/1534). Os governos devem suspender o EES até setembro, quando o pico da época de viagens de verão tiver passado. Isto permitirá aos passageiros uma experiência mais tranquila nos aeroportos durante as suas férias de verão.”

 

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