O reforço do orçamento Municipal de Faro para 2016 no valor de 4,3 milhões de euros, foi aprovado no passado dia 13 de junho em Reunião de Câmara, e conquistou a unanimidade depois de inseridas propostas do PS e CDU, que segundo Rogério Bacalhau, pouco «desvirtuaram» a proposta inicial.

“Todas as obras que nós tínhamos proposto ficaram contempladas. O que a oposição fez foi transferir algumas das obras de 2016 para 2017, e com isso ganhou alguma verba disponível para abater à divida que temos ao PAEL- Plano de Apoio à Economia Local”, proposta que Rogério Bacalhau aceitou, mas não concorda, por não encontrar nesta qualquer vantagem “não vamos ganhar rigorosamente em abater o PAEL, a única diferença é que o tempo de permanência reduz alguns meses”, diz o autarca que explica ainda outros dos seus objetivos “Pretendemos utilizar uma prerrogativa que o Orçamento de Estado nos dá, que nos permite renegociar com a banca o próprio PAEL, podendo pagar inclusivamente juros muito mais baixos”.

“Outra medida alterada, proposta pela CDU, foi distribuir uma pequena verba para adquirir casas para habitação social. Há apenas estas alterações relativamente ao que tínhamos previsto e, nesse sentido, não desvirtua aquilo que tínhamos previsto” conclui o autarca.

Quanto à previsão de datas para o início das obras contempladas por este Orçamento Municipal, Rogério Bacalhau prevê que este seja aprovado em Assembleia Municipal no dia 29 de junho, começando em julho os procedimentos para a contratualização. “Logo que estes estejam concluídos, as obras iniciar-se-ão dentro daquilo que temos previsto” afirma o autarca.

Questionado pelo Jornal A Voz do Algarve  sobre a dimensão da disponibilidade financeira possível para o Orçamento Municipal, o autarca de Faro recorda que foi a gestão feita até aqui que permitiu alcançar estes resultados. “Em 2014 conseguimos pagar toda a nossa dívida corrente e transformá-la em dívida de médio prazo. 2015 foi o ano de ajustamento financeiro, tendo sido o primeiro ano em que tivemos um Orçamento sem dívida, com uma taxa de execução com receita de 99%. Portanto, esta gestão permitiu ter este saldo para este ano. Por sua vez, este Orçamento cobre todas as despesas que já tínhamos previsto. Isto significa que há aqui alguma capacidade de investimento que tem a ver essencialmente com o trabalho que tem sido feito nos últimos 6 anos. E eu penso que nos próximos anos, a manter-se a situação com este tipo de gestão, vamos ter capacidade de fazer todos os anos algum tipo de investimento” afirma.

 

Por: VA