"De acordo com as declarações oficiais da Repsol, o consórcio adiou a prospeção indefinidamente. Esta poderá ser uma consequência das pressões efetuadas para as concessionárias seguirem a legislação nacional e europeia", refere um comunicado das associações.
O presidente da Galp Energia anunciou, a 29 de julho, que a sondagem de pesquisa do primeiro poço exploratório do consórcio liderado pela ENI, na bacia Alentejana, foi adiada sem data, já que, com a decisão da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos de prorrogar o prazo de consulta pública, por mais 30 dias, até 03 de agosto, "perdeu-se a oportunidade".
Também o presidente executivo da Partex, António Costa Silva, em 11 de julho, tinha admitido, em declarações à Lusa, que o consórcio em que a petrolífera da Fundação Calouste Gulbenkian detém 10%, liderado pela Repsol, teria dificuldade em avançar com a exploração de gás natural em outubro.
O Jornal de Negócios divulga na sua edição de hoje, citando fonte da Repsol Portugal, que "o projeto de pesquisa está em processo de revisão, não havendo nesta altura data fixada para a perfuração".
"Reafirmamos novamente que o Governo português deve manifestar-se veementemente contra a prospeção e exploração de petróleo e gás natural (em terra e em mar) já que os riscos associados para o ambiente e para diversas atividades económicas são demasiado elevados", realçam os ambientalistas.
As associações defendem que "a acumulação de riscos implicados torna indispensável o equacionar de outras alternativas, que não impliquem elevados impactes ambientais e sociais em qualquer região de Portugal".
A Quercus e a Almargem recordam que as medidas energéticas em que se apostar agora terão impacte nos próximos 50 anos, por isso, defendem que Portugal deve investir em renováveis que garantam a sustentabilidade a médio e longo prazo e ajudem a mitigar as alterações climáticas.
"No Algarve, as principais atividades económicas para a região, como a pesca e o turismo, não se coadunam com a exploração de hidrocarbonetos e o Governo português deve manifestar-se veementemente este tipo de projetos", concluem os ambientalistas.
Por: Lusa


