No dia 20 de junho, às 15h00, terá lugar na sala de seminários da reitoria, no Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, a apresentação pública do Prémio Regional «Maria Veleda», uma iniciativa da Direção Regional de Cultura do Algarve.

Este prémio propõe destacar e reconhecer a atividade cultural de personalidades algarvias, protagonistas de intervenções particularmente relevantes e inovadoras na região.

A sessão terá como convidada a professora e investigadora Natividade Monteiro, que irá falar da vida e obra de Maria Carolina Frederico Crispim, cujo pseudónimo «Maria Veleda» dá o nome ao prémio.

O Prémio enquadra projetos e atividades que se destaquem no âmbito da cidadania e igualdade de género, do combate à exclusão social, do combate à desertificação no interior da região, educação pela arte, valorização do património imaterial (tradições, memórias e identidade), revitalização dos núcleos e edifícios históricos e, ainda, no desenvolvimento de projetos multidisciplinares, multiculturais e projetos em rede.

O júri do concurso é constituído por individualidades como Alexandra Gonçalves, diretora Regional de Cultura do Algarve, Ana Paula Amendoeira, diretora Regional de Cultura do Alentejo, António Branco, reitor da Universidade do Algarve, Idálio Revez, jornalista, José Carlos Barros, arquiteto paisagista, Lídia Jorge, escritora, Mirian Nogueira Tavares, professora da Universidade do Algarve, Natividade Monteiro, professora e investigadora, e Paulo Cunha, professor.

O período para apresentação de propostas de candidaturas decorre de 20 de junho a 20 de setembro.

Mais informações, regulamento e formulário de candidatura estão disponíveis em http://www.cultalg.pt/MariaVeleda/.

 

Sobre Maria Veleda

Maria Carolina Frederico Crispim com o pseudónimo de Maria Veleda, natural de Faro (1871-1955), foi professora, jornalista e republicana. Pioneira na luta pela educação das crianças e pelos direitos das mulheres, pelos ideais de justiça, pela liberdade, pela igualdade e pela democracia, as suas intervenções em acontecimentos sociais e toda a sua luta, deram origem a vários trabalhos literários e de intervenção política, como se destacou, igualmente, como sendo uma das mais importantes dirigentes do primeiro movimento feminista português.

 

Por UALG