O presidente da Câmara de Portimão pediu ao diretor nacional da PSP o reforço policial da esquadra local, alertando para a crescente população e a falta de efetivos na cidade, disse hoje o autarca.

Em declarações à agência Lusa, Álvaro Bila disse que a preocupação com a segurança na cidade de Portimão, no distrito de Faro, foi comunicada ao diretor nacional da PSP durante uma reunião em Lisboa.

“O reforço policial é essencial, porque a população tem aumentado e temos falta de polícias na rua, verificando-se cada vez menos respeito pelo espaço público”, alertou o autarca.

O crescimento populacional e a perceção de menor respeito pelo espaço público comum tornam, segundo Álvaro Bila, “ainda mais urgente reforçar a presença” das forças de segurança.

O responsável considera que só com uma presença policial mais visível e robusta “é que se consegue prevenir a criminalidade e aumentar os níveis de perceção de segurança da população”.

Segundo o autarca, a própria direção nacional e os comandantes de Portimão da PSP “partilham a preocupação” com o atual número de efetivos na esquadra local para "garantir melhores condições de proteção" para os residentes e para o elevado número de visitantes durante o verão.

Reconhecendo as exigências colocadas à PSP noutros serviços, nomeadamente nos postos de controlo dos aeroportos, o autarca defendeu que “a falta de efetivos não pode retirar capacidade de resposta às populações”.

“Sabemos que a PSP precisa também de polícias para os aeroportos, mas as cidades precisam de presença policial nas ruas e foi isso que pedi ao senhor diretor nacional”, sublinhou.

No encontro, o autarca pediu também “maior celeridade no processo” para a instalação de mais de 200 novas câmaras de videovigilância para o centro da cidade e gares ferroviária e rodoviária.

De acordo com Álvaro Bila, o município “quer avançar o mais rapidamente possível” para a instalação das câmaras, mas continua a aguardar a aprovação do Ministério da Administração Interna.

“Queríamos saber qual é o ponto de situação para podermos avançar com a obra”, afirmou.

As mais de 220 câmaras previstas serão instaladas em zonas consideradas estratégicas da cidade, nomeadamente no centro histórico, áreas comerciais e zonas ribeirinhas.

 

Lusa