O dia 9 de janeiro de 2026 fica assinalado como um marco histórico para o Algarve e para Portugal.

O Governo da Aliança Democrática (AD) aprovou, em Conselho de Ministros, o lançamento do concurso público internacional para a construção do novo Hospital Central do Algarve, uma das mais relevantes obras na área da saúde em território nacional.

O investimento, superior a 420 milhões de euros, será concretizado em regime de Parceria Público-Privada (PPP), representando um passo decisivo após mais de vinte anos marcados por promessas falhadas, estudos inconclusivos e primeiras pedras simbólicas que nunca resultaram na concretização da obra.

De acordo com o Governo, esta decisão resulta de uma clara vontade política e de um sentido de missão assumido. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, sublinhou que, “mais de duas décadas depois de anúncios, promessas e primeiras pedras, uma das mais importantes obras na saúde em Portugal vai acontecer”. A aprovação do concurso dá cumprimento ao compromisso assumido pela coligação PSD/CDS-PP com os algarvios, que exigiam ações concretas em vez de novos anúncios.

Uma conquista ao serviço do bem comum

O CDS-PP Algarve enquadra esta decisão como um imperativo de justiça social. À luz da Doutrina Social da Igreja, a saúde é entendida como um direito humano fundamental. O partido recorda as palavras do Papa Francisco na encíclica Fratelli Tutti, onde se afirma que “uma sociedade saudável é aquela que assegura a todos o acesso à saúde, à educação e à habitação”.

A construção do Hospital Central do Algarve é, assim, vista como uma resposta necessária a uma região que, segundo o partido, tem sido sucessivamente esquecida nos grandes investimentos estruturais do país. Para o CDS-PP, a Democracia Cristã defende que o Estado existe para servir a pessoa, sublinhando os princípios da subsidiariedade e da solidariedade, especialmente em áreas sensíveis como a saúde.

O partido considera inadmissível que uma região com quase meio milhão de habitantes continue a enfrentar carências crónicas de médicos, serviços sobrecarregados e infraestruturas obsoletas, como acontece há vários anos nos hospitais de Faro e Portimão.

Memória política e responsabilidade

Num momento que o CDS-PP considera deveria ser de união em torno do Algarve, o partido lamenta que o PS Algarve, através dos seus deputados eleitos pela região, tenha optado por críticas políticas ao Governo na véspera da aprovação do concurso.

Segundo os centristas, esta posição revela uma “má consciência”, lembrando que foram os governos socialistas, entre 2015 e 2024, com maioria absoluta, que não avançaram com o lançamento do concurso, apesar de terem tido tempo, meios e condições políticas para o fazer.

O CDS-PP evoca o pensamento de Adriano Moreira, para quem “a política deve ser um serviço à comunidade, e não uma técnica de sobrevivência”. Para o partido, governar implica decidir, e a verdade factual é que a decisão foi tomada pelo atual Governo, do qual o CDS-PP faz parte.

Durante quase uma década, o PS acumulou relatórios, comissões, intenções e anúncios, mas não deixou, segundo o CDS-PP, qualquer decisão efetiva que permitisse avançar com a obra. “Estudos não constroem hospitais, nem comunicados tratam doentes”, sublinha o partido.

O Algarve como prioridade estratégica

O futuro Hospital Central do Algarve é encarado como muito mais do que uma nova infraestrutura. Para o CDS-PP Algarve, representa uma visão estratégica para a região, com cuidados de saúde dignos, capacidade para atrair e fixar profissionais, melhoria da qualidade de vida da população residente e maior confiança para quem visita o Algarve.

O partido reafirma que continuará a trabalhar por um Algarve mais justo, coeso e valorizado, defendendo soluções estruturais de longo prazo nas áreas da saúde, habitação, mobilidade e gestão sustentável da água, sempre com base na responsabilidade, na verdade e na centralidade da pessoa humana.

Citando Adelino Amaro da Costa, o CDS-PP Algarve conclui que “a política é demasiado séria para ser deixada apenas nas mãos de quem a transforma em retórica”, reafirmando a opção pela ação, pela seriedade e pela memória política.

O comunicado é assinado por Rodrigo Borges de Freitas, presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP Algarve.