O Ombria Resort prepara-se para arrancar com mais uma etapa do seu desenvolvimento, realizando a cerimónia de lançamento da primeira pedra da primeira fase do projeto, que integrará a primeira unidade da marca Viceroy Hotels & Resorts em Portugal e na Europa.

O evento contou com a presença de Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo, em representação do governo, Carlos Martins, Secretário de Estado do Ambiente, e Vítor Aleixo, Presidente da Câmara Municipal de Loulé entre outros convidados. 

O empreendimento turístico da Quinta da Ombria, no concelho de Loulé, num investimento total previsto de 260 milhões de euros, arrancou hoje com o lançamento da primeira pedra, quase 30 anos depois do primeiro projeto ter sido apresentado.

A primeira fase que hoje se inicia, onde o grupo prevê investir cerca de 100 milhões de euros, integra a construção de um hotel de cinco estrelas com 76 quartos, 65 residências turísticas, um observatório gastronómico e diversas instalações de apoio, com abertura prevista para o final de 2019.

A segunda e terceira fases do empreendimento turístico, preveem a construção de apartamentos, moradias em banda e vilas para venda, um centro de conferências, instalações desportivas e unidades de restauração.

Para Ilpo Kokkila, o dia de hoje “é de satisfação, entusiasmo e de celebração, com o progresso do projeto, pois, finalmente, chegou o momento de começar”.

“Foram 20 anos de trabalho árduo que concentraram muitos recursos e energias. Apesar dos riscos que assumimos, mantivemos sempre o foco neste projeto porque sempre acreditamos no Algarve e em Portugal”, sublinhou.

Ilpo Kokkila acrescentou que foi “a admiração por Portugal e pelos portugueses” a principal razão que levou o grupo a lutar durante mais de 20 anos pelo projeto “altamente sustentável, inserido numa zona de beleza natural das paisagens”.

Aquele administrador indicou que o grupo assumiu também como compromisso abrir à população local o Ombria Resort, com o propósito “de trabalhar em conjunto com as pessoas e empresas das localidades circundantes, dando-lhes a oportunidade de usufruir, trabalhar ou de fazer negócio”.

Localizado entre as aldeias da Tôr e de Querença, no interior do concelho de Loulé, no distrito de Faro, o complexo turístico fica inserido numa zona de paisagem natural, numa área com cerca de 153 hectares, perto da Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola.

O projeto, cujos terrenos foram adquiridos há cerca de 30 anos, conheceu vários obstáculos, nomeadamente queixas dos ambientalistas junto da Comissão Europeia, que alertavam para os impactos negativos da construção naquele território perto da uma área protegida.

 

Promotor da Quinta da Ombria, em Loulé, critica excesso de burocracia portuguesa

 

O presidente do Conselho de Administração do Pontos Group, promotor do complexo turístico da Quinta da Ombria, em Loulé, no Algarve, criticou hoje o excesso de burocracia para a concretização do projeto que durou cerca de três décadas.

"Ficámos muito dececionados com a lentidão da burocracia que enfrentámos durante o desenvolvimento do projeto. A cooperação com a Câmara de Loulé e as autoridades competentes tem sido excelente, mas a forma como a burocracia tem provocado o atraso deste processo é inacreditável”, frisou Ilpo Kokkila numa nota enviada à agência Lusa.

Para o administrador do Grupo Pontos, um fundo finlandês de participações privadas promotor do projeto, “a morosidade com a burocracia, prejudica gravemente o progresso no país”.

Em novembro de 2014, a cadeia norte-americana Viceroy Hotels & Resorts adotou o projeto fazendo-lhe algumas alterações para o integrar melhor na paisagem, criando uma aldeia em toda a envolvência, alterações que não suscitaram contestação durante a fase em que o projeto do hotel e do clube de golfe esteve em consulta pública.

O administrador do Pontos Group apontou como principais mercados-alvo o norte da Europa, nomeadamente o Reino Unido, a França, a Alemanha, os países do Benelux e da Escandinávia, bem como Estados Unidos da América, Médio Oriente e Ásia, sem esquecer Portugal.

 

Por: Lusa/ MEDIA CONSULTING