O presidente da Região de Turismo do Algarve e da Associação Nacional do Turismo, Desidério Silva, comentou esta segunda-feira a verba destinada no Orçamento de Estado para 2017 às regiões de Turismo (16,4 milhões de euros das receitas do IVA).

Para o responsável, “mantém-se um alinhamento que é muito difícil de sobreviver e, ao mesmo tempo, assumir aquilo que são as nossas responsabilidades perante o quadro legal”. Desidério Silva afirma que, neste cenário, as Regiões de Turismo “estão sempre em cima do arame”, porque “as verbas não são minimamente suficientes para aquilo que são os objetivos das regiões e, depois, pelos constrangimentos, pelas cativações e pelos cortes que nunca sabemos bem como vão acontecer. Portanto, há aqui uma dificuldade enorme em conseguir criar notoriedade e promover, fazendo, no fundo, aquilo que supostamente a Lei 33, de 2013, nos ‘obriga’ a fazer”.
Desidério Silva afirma que esta questão tem sido partilhada com o Executivo e com os partidos da oposição, no entanto, esta “sensibilização ao poder político não tem chegado”. “Fiz um périplo pelos grupos parlamentares todos e o que queremos é uma coisa simples: que nos ajudem a cumprir a Lei 33, porque esta lei está subvertida. A nossa luta é a sobrevivência das Regiões de Turismo, mas num contexto que lhes dê condições de autonomia e financiamento.”

 

Por: Publituris