O Algarve não é só a região mais procurada do país no verão, é também, com frequência, a mais quente. A 3 de junho deste ano, o Aeroporto de Faro registou 35,3°C, a temperatura mais alta de todas as estações meteorológicas automáticas do IPMA nesse dia, com Castro Marim, Tavira e Vila Real de Santo António também entre os pontos mais quentes do país. E é precisamente esse calor, mais do que qualquer buraco na estrada, que costuma decidir quando a bateria ou os pneus de um carro vão falhar.

O calor extremo do Algarve e o que ele faz à bateria e aos pneus do carro

O Algarve não é só a região mais procurada do país no verão, é também, com frequência, a mais quente. A 3 de junho deste ano, o Aeroporto de Faro registou 35,3°C, a temperatura mais alta de todas as estações meteorológicas automáticas do IPMA nesse dia, com Castro Marim, Tavira e Vila Real de Santo António também entre os pontos mais quentes do país. E é precisamente esse calor, mais do que qualquer buraco na estrada, que costuma decidir quando a bateria ou os pneus de um carro vão falhar.

A bateria: porque falha mais no calor do que no frio

A maioria dos condutores associa a avaria da bateria ao frio, mas é o calor que faz o trabalho de fundo ao longo do ano. Temperaturas elevadas aceleram a reação química interna de uma bateria de chumbo-ácido, o que provoca autodescarga mais rápida mesmo com o carro parado. O calor também acelera a evaporação da água do eletrólito, alterando a concentração do ácido, e agrava a corrosão dos terminais e ligações internas. O resultado combinado é uma bateria que perde durabilidade de forma silenciosa, sem qualquer sinal visível, até um dia decidir não pegar. Antes de uma viagem mais longa pelo Algarve, vale a pena testar a bateria carro em vez de esperar pelo momento em que ela decide falhar sozinha.

Pneus: a pressão que sobe sozinha com o termómetro

O calor do asfalto e a temperatura ambiente elevada dilatam o ar dentro dos pneus, e a variação não é insignificante: a cada 5°C de mudança de temperatura, a pressão pode variar cerca de 2%. Num dia de 35°C, isso pode traduzir-se numa diferença real face à pressão calibrada pela manhã, enquanto o tempo ainda está fresco. Pressão a mais causa desgaste irregular e aumenta o risco de rebentamento, sobretudo em pneus já com alguma idade ou mal calibrados. O calor intenso também resseca e fragiliza a borracha ao longo do tempo, o que reforça a recomendação de verificar a pressão dos pneus pelo menos uma vez por semana durante os meses mais quentes, sempre com o pneu frio e à sombra. Se houver desgaste desigual ou fissuras na borracha, compensa comparar preços de pneus baratos online antes de decidir onde substituir.

Travões: mais uso, mais desgaste, no trânsito de verão

Há ainda um efeito indireto do calor que poucos associam à época alta: mais trânsito significa mais travagens, e mais travagens significam mais desgaste dos travões carro, sobretudo nas estradas mais movimentadas da região durante os meses de verão. Não é um efeito do calor em si, mas da combinação entre temperatura elevada, época alta e mais carros na estrada ao mesmo tempo.

Antes que seja o calor a decidir

Bateria, pneus e travões têm em comum o facto de o calor não avisar antes de agravar um problema já existente: limita-se a acelerar o que já lá estava. Uma verificação rápida antes do pico do verão custa muito menos tempo do que ficar parado à beira da estrada num dia de 35°C. Em Faro, a oficina automóvel faro é uma opção prática para fazer essa verificação antes de ser a temperatura a decidir.