Jacinto Duarte nasceu a 27 de novembro de 1933 e iniciou a sua formação em Amor, completando a instrução primária, seguindo depois para Leiria, onde frequentou o liceu e se iniciou na carreira notarial. Cumpriu o serviço militar em Coimbra, cidade onde concluiu o curso de Direito e a pós-graduação em Ciências Jurídicas.
Casado desde 27 de novembro de 1958, e pai de oito filhos, residiu ao longo dos seus 93 anos, em Coimbra, Nazaré, Alcoitão, Loulé e São Brás de Alportel. Exerceu funções como inspetor dos serviços prisionais, percorrendo várias regiões do país, e voltou mais tarde a Loulé, dedicando-se temporariamente à advocacia. Em 1981 regressou a São Brás de Alportel como Conservador dos Registos Predial e Civil, assumindo posteriormente funções de notário até à sua reforma.
Além da atividade profissional, Jacinto Duarte deixou obra escrita, sendo autor de títulos como “Os tribunais de execução das penas”, “A propriedade horizontal no notariado e no registo predial”, “O notário como profissional do direito e como funcionário público” e “Constituição da propriedade horizontal e legitimidade conjugal”. Neto de um presidente da Junta de Freguesia de Amor, foi também pré-candidato a Presidente da República em 1996 e benemérito na sua terra natal.
Em São Brás de Alportel, destacou-se com a sua presença forte e carismática, tendo aliado as suas funções de notário com outras preocupações que tinha pela sociedade, pelo seu desenvolvimento e a formação dos seus concidadãos e foi fundador do jornal “O Sambrasense”.
Em reunião de Câmara de 1 de abril o executivo municipal aprovou este voto de pesar que presta condolências à família e amigos e dedica homenagem a Jacinto Duarte, notário, advogado, jornalista e cidadão, destacando o seu percurso profissional e cívico exemplar e a dedicação à causa pública enquanto algarvio de coração.
CM de São Brás de Alportel


