A prova foi apresentada na manhã de hoje em conferência de imprensa, durante a qual Nuno Reis, 'CEO' do Vilamoura Sailing, entidade que organiza o Mundial, realçou o facto de esta ser a "segunda vez consecutiva" que Vilamoura acolherá a competição.
Em declarações à Agência Lusa, o responsável explicou como haverá seis classes a concurso ('29er', Ilca 6, Nacra 15, 420, IQFoil e Formula Kite).
"O evento do ano passado já tinha batido o recorde de participantes, com 69 países, e este ano elevámos para 72. É difícil crescer neste contexto porque não há muito mais países a andar à vela, mas a verdade é que conseguimos”, disse.
Em Vilamoura, estarão representados jovens velejadores de Portugal, Espanha, França, Itália, mas também de países mais distantes como o Siri Lanka, Porto Rico, as Bahamas ou Trindade e Tobago.
"No caso de Marrocos, por exemplo, convidámos, no ano passado, um atleta e, este ano, já vêm três. Tem havido um crescimento e acreditamos que isso atesta a nossa qualidade", considerou Nuno Reis.
Desde que foi criado em 2016, o Vilamoura Sailing, "atualmente o maior centro de vela ligeira do mundo", já recebeu vários atletas olímpicos, como Odile van Aanholt, neerlandesa que conquistou o ouro, em Paris2024, na classe 49erFX.
"Tornámo-nos a referência na vela olímpica e pré-olímpica. Estes Mundiais juniores são importantes também para o processo de renovação de atletas que passam a conhecer o espaço", concluiu Nuno Reis.
O Campeonato do Mundo de Juventude de Vela estima-se que tenha que um impacto económico na região de cerca de 3,5 milhões de euros, gerando perto de 12 mil dormidas.
Lusa


