“A Asprocivil, não entende como é possível que a ANPC, tendo conhecimento da previsão de condições de Risco Extremo ('Aviso Vermelho', do Instituto Português do Mar e da Atmosfera) tenha mantido inalterado o estado de 'Alerta Especial Azul' para aquela região”, revela a Associação, num comunicado enviado à agência Lusa.
No documento, a Asprocivil refere que a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) devia ter aumentado o nível de alerta, já que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) tinha colocado sob 'Aviso Vermelho' - nível de situação meteorológica de risco extremo - o distrito de Faro, devido à previsão de chuva forte entre as 09:00 e as 15:00 de domingo.
Revela ainda a Asprocivil que a medida do IPMA alertou “o país e a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) de que haveria a previsão de Risco Extremo de ‘períodos de chuva forte e persistente’”.
No comunicado, a Asprocivil explica que, para a estrutura da Proteção Civil, o que conta “é o risco (definido em alertas pela ANPC) e não o perigo (definido pelo IPMA)”, considerando que a “omissão de decisão certamente levou a que a organização de Proteção Civil (Agentes da Proteção Civil: Bombeiros, Autoridades, Serviços Municipais de Proteção Civil ) demorassem mais tempo a responder operacionalmente ao evento que se abateu no sul do país”.
Desta forma, a associação apelou a que a Proteção Civil, em casos semelhantes – aviso de Risco Extremo - “avalie as vulnerabilidades do perigo apresentado pelo IPMA e defina o mais precocemente possível o risco, determinando o respetivo nível de alerta, seja em que dia, em que situação ou em que hora isto acontecer”.
A Asprocivil adianta que, segundo informação divulgada pelo IPMA, entre as 05:00 e as 14:00 de domingo “choveram 102 litros (média habitual seria de 90 litros) por metro quadrado”, acrescentando ainda de que “entre as 12:00 e as 13:00 foi a hora em que mais choveu”, sendo que os dados recolhidos indicam 20 litros por metro quadrado naquela hora.
Várias pessoas ficaram domingo desalojadas no concelho de Albufeira, no Algarve, devido às inundações provocadas pela chuva que fustigou a região, desconhecendo as autoridades o número exato de pessoas afetadas, mas existe um homem desaparecido, tendo a viatura em que circulava sido encontrada submersa em Boliqueime, freguesia do concelho de Loulé, no Algarve.
Por: Lusa


