Ao longo do mês, destacam-se propostas que cruzam linguagens artísticas e promovem o encontro entre artistas e comunidades.
O mês arranca a 2 de maio, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com Vaga Luz, pelo Um colectivo, numa coprodução que propõe um dispositivo especulativo em torno da obra de Fiama Hasse Pais Brandão. O espetáculo explora possibilidades para um teatro futuro entre poesia, memória e experimentação.
Também a 2 e no dia seguinte, sábado e domingo, com sessões às 16h00 e às 19h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe de novo a Mostra de Cinema da América Latina, que já vai na 16.ª edição. O evento é promovido pela Casa da América Latina e os filmes vêm do Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela.
Entre 6 e 8 de maio, o Cineteatro Louletano recebe eRrAdO, pela Plataforma 285, com sessões dia 6 às 11h00 (ensino pré-escolar) e às 19h00 (famílias), e dias 7 e 8 pelas 9h30 e 11h00 (ensino pré-escolar). Este espetáculo multidisciplinar é uma coprodução do Cineteatro Louletano e conta com Língua Gestual Portuguesa. Todas as sessões são descontraídas, o que significa que o público pode entrar e sair da sala sem ter que manter o habitual nível de silêncio, favorecendo a assistência por parte de pessoas com neurodivergência e/ou do público infantil. eRrAdO propõe uma reflexão sobre o erro como espaço de experimentação e descoberta.
No dia 7 de maio, entre as 18h00 e as 21h00, no Palácio Gama Lobo, realiza-se ainda o workshop eRrOs e eRrAdOs, orientado por Raimundo Cosme e Raquel Bravo, dirigido a professores, educadores e auxiliares de educação, que cuidam de crianças em idade pré-escolar. Inscrições por email em cinereservas@cm-loule.pt
Ainda no dia 7 de maio, entre as 10h30 e as 18h00, no Cineteatro Louletano, a Mákina B e a Escola Secundária de Loulé acolhem mais um RHI – Revolution, Hope, Imagination, do Arte Institute. É a oitava edição. A iniciativa, de entrada gratuita, promove o encontro entre arte, pensamento e comunidade. No dia 7, há duas palestras: às 11h00, na Escola Secundária de Loulé, sobre inclusão e acessibilidade na arte e às 15h00, no bar do Cineteatro Louletano, sobre diálogos interculturais. Esta última conta com dois convidados estrangeiros: Anna Villegas do McCarter Theatre Center da Universidade de Princeton (EUA) e Sullivan Silva, do Crias Lab, de Vitória do Espírito Santo (Brasil). O RHI proporciona ainda um workshop dirigido a escolas, sobre arte e ciência, no dia 12 de maio.
A música regressa a 9 de maio, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com a estreia do último trabalho do guitarrista Ricardo Martins. Ricardo J. Martins & Quarteto de Cordas é um concerto que dá voz à guitarra portuguesa, cruzando linguagens contemporâneas e clássicas.
No dia 10 de maio, às 17h00, também no Cineteatro Louletano, sobe ao palco E se fosse contigo?, pelo coletivo Que Cena! / Os Barões, abordando questões sociais e éticas. A peça incide sobre a opressão nos dias de hoje e sobre o teatro como forma de expressão de problemas como a violência no namoro, violência doméstica, nas redes sociais e outras. É apoiada pela Bolsa de Apoio ao Teatro de Loulé.
O cinema volta a marcar presença a 12 de maio, às 21h00, no Auditório do Solar da Música Nova, com a exibição de Le Royaume, de Julien Colonna (2024), integrada no ciclo do Filme Francês do Mês, em parceria com a Alliance Française do Algarve.
No dia 13, às 10h30, no Cineteatro Louletano, o espetáculo Sermão de Santo António aos peixes e aos outros pela divina graça do teatro, pela ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, dirige-se ao ensino secundário, promovendo a reflexão crítica a partir de um clássico da literatura portuguesa.
A 16 de maio, às 11h30, o Auditório do Solar da Música Nova recebe os Concertos Crescendo, pelo Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado, promovendo o contacto com jovens intérpretes e a promoção da música erudita junto da comunidade local.
No mesmo sábado, mas às 21h00, no Cineteatro Louletano, apresenta-se 18 Months – Ópera sobre (Corpos) Refugiados, pelo Quarteto Contratempus, uma coprodução com audiodescrição (para cegos e/ou pessoas com baixa visão) que cruza música e questões contemporâneas ligadas às migrações.
No domingo, 17 de maio, às 10h00 e às 11h30, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe os já bem conhecidos Concertos para Bebés, pela Musicalmente. O espetáculo chama-se O Bebé de Trás-os-Montes, proporcionando uma experiência musical imersiva, dirigida a famílias com bebés.
Dias 19 e 20 de maio, entre as 10h00 e as 16h00, nas escolas do 1.º ciclo de Loulé, decorre A Música Dá Trabalho, pelo projeto Omnichord, uma iniciativa de mediação que promove o contacto dos mais jovens com a criação musical. Uma equipa de profissionais da área — incluindo músicos, técnicos de som e realizadores de vídeo — visita as escolas e monta cinco estações de trabalho que demonstram o processo completo, desde a criação da música até à sua interpretação em palco. À medida que vão passando por cada estação, as turmas têm a oportunidade de experimentar as atividades relacionadas com cada uma das diferentes profissões do setor.
No dia seguinte, 21, quinta-feira, às 18h00, e antes da peça que traz a Loulé no dia seguinte, Hugo Cabral Mendes propõe o workshop Cartas para a Nuvem: Corpo, Memória e Presença. É no Palácio Gama Lobo e as inscrições podem fazer-se através do email cinereservas@gmail.com
A 22, sexta, às 21h00, sobe ao palco do Cineteatro Louletano This is Only About Dance ou Cartas para a Nuvem, de Hugo Cabral Mendes. Uma coprodução que cruza dança e reflexão sobre corpo e memória, e que aborda o uso (e abuso) das clouds – nuvens – e da informação digital nas nossas vidas, e de que forma isso se pode relacionar com a dança e com o espetáculo.
No dia 23 de maio, às 21h00, também no Cineteatro Louletano, realiza-se a apresentação do projeto musical ÃO, no âmbito do Festival MED. Trata-se de um quarteto belga que desafia limites e resiste a todos os rótulos de género. O som, que transita entre melodias delicadas e batidas dançantes, tem eletrizado e hipnotizado o público por toda a Europa. A Loulé, trazem o novo álbum Malandra.
O dia 24 de maio, às 17h00, no Cineteatro Louletano, assinala o aniversário da Banda Filarmónica Sociedade Artistas de Minerva, com um concerto comemorativo dos 150 anos da Banda, que propõe uma viagem sonora por diferentes geografias e tradições musicais.
Entre 27 e 30 de maio, o Cineteatro Louletano acolhe a 7.ª edição do Tanto Mar – Festival Internacional de Artes Performativas, organizado pela Folha de Medronho, com programação multidisciplinar e com Língua Gestual Portuguesa no dia 28, promovendo o diálogo intercultural através das artes. Este ano os países participantes são Portugal, Moçambique, Angola e Brasil.
A encerrar o mês, a 31 de maio, às 17h00, no Auditório do Solar da Música Nova, apresentam-se os Bardino, no âmbito do ciclo Ilustres Desconhecidos, um projeto musical que cruza eletrónica, rock e jazz, explorando novas sonoridades contemporâneas.
Com uma programação de referência (que pode ser consultada no site e nas redes sociais do Cineteatro), o Cineteatro Louletano está credenciado pela Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, integrando ainda a Rede de Teatros com Programação Acessível e proporcionando espetáculos com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, outros com Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com deficiência visual, e ainda Sessões Descontraídas, adaptadas a vários públicos, entre eles pessoas neuro divergentes.
O Cineteatro Louletano é uma estrutura cultural da Câmara Municipal de Loulé no domínio das artes performativas, e um dos promotores da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e da Rede 5 Sentidos.
CM Loulé




