O júri, constituído pelo professor da Universidade Nova de Lisboa José Bragança de Miranda, pela jornalista e escritora Patrícia Reis, e pela escritora Inês Pedrosa (presidente do Júri), do lado português, e pelo Conselheiro de Educação e Cultura da Extremadura, Trinidad Basarrate, pelo professor da Universidade de Évora Alfonso Saez e pela Diretora da Companhia Nacional de Teatro Clássico Helena Pimenta, do lado espanhol, reuniu hoje em Madrid.
Na deliberação, o júri justifica a decisão com o valor do trabalho literário de Lídia Jorge e com o seu papel no aprofundamento das relações entre Portugal e Espanha, ao contribuir para um maior conhecimento mútuo da literatura de ambos os países.
O Prémio Luso- Espanhol de Arte e Cultura foi criado em 2006 pelos Governos de Portugal e Espanha, com caráter bianual, tem um valor monetário de 75 mil euros, e pretende premiar a obra de um artista, em qualquer das suas vertentes, que tenha contribuído para melhorar a comunicação e cooperação cultural entre os dois países, reforçando os seus laços.
Antes de Lídia Jorge, já haviam sido premiados com esta distinção o cineasta Carlos Saura (2012), o arquiteto Álvaro Siza Vieira (2010), o professor e escritor Perfecto Cuadrado (2008) e o poeta e tradutor José Bento (2006).


