A iniciativa, que percorreu diversos estabelecimentos de ensino do concelho, visa sensibilizar as crianças para a importância histórica e cultural da Festa da Espiga, celebrando a identidade rural e as tradições da Serra do Caldeirão.
O projeto consistiu na realização de sessões demonstrativas onde os alunos puderam contactar diretamente com os usos e costumes de outrora. Durante as atividades, foi explicado o simbolismo profundo do "Ramo da Espiga" - composto pelo trigo (pão), a papoila (amor e vida), o pampilho (ouro e prata), a oliveira (paz), a videira (alegria) e o alecrim (saúde) - com o objetivo de cultivar a ligação entre as novas gerações e o património imaterial da região.
Para Francisco André, Presidente da Junta de Freguesia de Salir, esta iniciativa é fundamental para a sobrevivência da cultura local. Para o autarca, “a 'Espiga Pedagógica' é um investimento no futuro da nossa identidade; não queremos apenas que as crianças saibam que existe uma festa, mas que compreendam o esforço e o simbolismo que os nossos antepassados colocavam em cada ramo e em cada gesto agrícola; ao levarmos este conhecimento às escolas, estamos a garantir que a chama da Festa da Espiga continuará viva e autêntica pelas mãos das gerações que se seguem."
A Junta de Freguesia de Salir aproveita a oportunidade para expressar um agradecimento público a todos os diretores escolares, professores e alunos que acolheram o projeto com entusiasmo..
A Festa da Espiga, um dos maiores certames etnográficos da nossa região, terá o seu ponto alto na Quinta-feira de Ascensão, 14 de maio, em Salir, concelho de Loulé, onde muitos destes alunos poderão agora participar com uma consciência renovada sobre o valor das suas raízes.
Malha









