acaba de publicar, na revista Nature Communications, os resultados de uma investigação inédita na área do cancro. Reconhecendo o facto de que um número significativo de mortes se deve à resistência intrínseca ou adquirida, ao longo do tempo, à quimioterapia, os investigadores quiseram compreender de que modo as células cancerígenas se tornam resistentes às terapias convencionais.
Assim, através de um estudo alargado, que culminou com uma série de ensaios a partir de amostras recolhidas de pacientes, os investigadores descobriram que a proteína TRIB2, uma proteína presente no corpo humano, ajuda as células cancerígenas a resistir a diversas drogas quimioterapêuticas usadas atualmente no tratamento de pacientes. Tendo realizado testes que provam que níveis elevados da proteína estão associados a um prognóstico negativo para estes doentes, estes investigadores concluíram que uma maior concentração de TRIB2 contribui para a ativação de uma via (PI3K/AKT) que regula a sobrevivência das células cancerígenas, tornando, assim, ineficazes os tratamentos de quimioterapia.
A descoberta, de cariz completamente inédito, permite, assim, contribuir para o desenvolvimento de novas terapias, mais personalizadas, para doentes com altos níveis desta proteína, ajudando a conseguir tratamentos mais eficazes e, consequentemente, aumentando a taxa de sucesso e de sobrevivência associada à doença oncológica.
O estudo, levado a cabo por Richard Hill, Patrícia Madureira, Bibiana Ferreira, Inês Baptista, Laura Colaço Susana Machado e Wolfgang Link, despertou, inclusivamente, o interesse da gigante Bayer, farmacêutica, que, em 2012, viu potencial no projeto, concedendo-lhe uma bolsa de financiamento.
A publicação na Nature Communications consagra, assim, um longo processo de estudo que promete revolucionar a eficácia dos tratamentos de quimioterapia e abre portas ao surgimento de uma medicina cada vez mais personalizada.
Saiba mais em: http://www.nature.com/articles/ncomms14687

Infografia que comprova que níveis elevados de TRIB2 estão associados a um prognóstico negativo e a menores taxas de sobrevivência.
Por: UALg


