MOTE
Inverno dois mil e vinte seis, foi infernal!
Para grande parte da população
As ribeiras a sair fora do caudal!
A derrubar postos, de alta tensão
I
Com chuvas torrenciais
Durante dias a fio
Toda a ribeira, todo o rio
A sair fora dos caudais,
A arrastrar pessoas e animais,
A causar morte fatal,
De norte a sul de Portugal,
Apanhou toda gente de surpresa.
Foi horrível, foi uma tristeza.
Inverno dois mil e vinte e seis, foi infernal!
II
Os familiares no desespero
Com suas casas submersas,
Várias ruas e travessas
Inundadas, por inteiro.
A chover, todo o mês de janeiro
E fevereiro a pegar em mão,
Pressão atrás de pressão;
Fez destroços por todo país.
Deixou tanta gente infeliz!
Uma grande parte da população.
III
As inundações no inverno.
No verão, os incêndios na floresta.
E tudo, isto, é uma palestra.
Para as pessoas é um inferno!
Dores de cabeça para o Governo!
Até vir tudo ao normal.
Nos campos, é um lamaçal.
Casas e empresas danificadas.
Chuva e vento de rajadas.
As ribeiras a sair fora do caudal!
IV
O trabalho de uma vida inteira,
Foi tudo pela água abaixo!
Toda ribeira, todo riacho,
Deixou famílias na miséria.
Sem ter comida, nem matéria.
Falta de material para construção!
No país, em muita região,
Pessoas perderam tudo, por completo
Com a chuva e a força do vento
A derrubar postos de alta tensão.


