“Na primeira semana tivemos o mesmo número de inscrições que tivemos no ano passado no festival inteiro”, disse à Lusa André Pinheiro, da Associação Almargem, uma das entidades organizadoras.
O festival, organizado pela Câmara de Vila do Bispo, no distrito de Faro, em parceria com a Almargem e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, tem registado habitualmente cerca de 1.300 participantes por edição.
O responsável admitiu que “a procura registada este ano poderá traduzir um aumento” do interesse pelo evento.
De acordo com André Pinheiro, cerca de 60% dos participantes são portugueses. Entre os estrangeiros, estão representados visitantes de todos os continentes.
A maioria das atividades requer inscrição 'online', existindo também iniciativas com inscrição presencial durante o festival e outras de participação livre.
O programa inclui cerca de 120 atividades pagas (as restantes são gratuitas) e mantém a observação de aves como principal eixo, embora abranja atividades para observação de anfíbios e répteis, plantas, insetos, borboletas e golfinhos.
“É um bocadinho de tudo”, resumiu André Pinheiro, referindo-se à diversidade das saídas de campo previstas para esta edição.
Entre as novidades para este ano estão a fotografia de borboletas noturnas e um “safari sonoro”, além do reforço da oferta nas áreas da anilhagem científica de aves, das artes e da iniciação à observação.
O programa inclui ainda sessões de observação de aves em terra e no mar, caminhadas e atividades dirigidas aos mais novos.
A ciência estará igualmente representada através da conferência “Natureza em revelação”, dedicada à apresentação de trabalhos e descobertas recentes na área da conservação da natureza.
A espécie em destaque nesta edição é a torda-mergulheira, uma ave marinha avistada nas águas portuguesas sobretudo durante o outono e o inverno.
Excelente mergulhadora, a torda-mergulheira alimenta-se de pequenos peixes e pode ser observada ao longo da costa portuguesa durante a migração e a invernada.
“A escolha desta espécie lembra também os desafios enfrentados pelas aves marinhas, nomeadamente a captura acidental em artes de pesca, sublinhando a importância do trabalho de conservação”, referem os organizadores.
Sagres é considerado o terceiro corredor de aves migratórias mais importante da Europa, depois dos estreitos do Bósforo, na Turquia, e de Gibraltar, no extremo sul da Península Ibérica.
Entre agosto e novembro, Sagres permite observar a migração outonal de aves planadoras, incluindo cegonhas, águias, abutres, gaviões e falcões, em direção ao continente africano.
Lusa


