Com a inflação a disparar, poupar já não basta. Atualmente, em Portugal, uma família com 10.000 euros em poupanças vê serem-lhes corroídos pela inflação 220 euros em poder de compra todos os anos. Isto porque as taxas médias dos depósitos a um ano estão nos 2,00% e a inflação a 2,20%, resultando numa perda real de 20 euros por ano, como alerta um estudo da Revolut.
De acordo com os dados do Índice de Erosão da Riqueza Europeia (European Wealth Drain Index), publicados por este banco europeu que supera já os 80 milhões de clientes no mundo, não é apenas a inflação que prejudica a competitividade, é também o capital privado parado. Portugal detém 89,1 mil milhões de euros em poupanças bancárias passivas, enquanto a Europa procura mobilizar os 33 biliões de euros de riqueza privada total do continente.
Se esse valor de poupança passiva em Portugal fosse investido em mercados de capitais diversificados (rendimento anualizado a 10 anos do ETF MSCI Europe de 9,06%) iria injetar 6,3 mil milhões de euros em capital de crescimento anual na economia e gerar 706 euros por família por cada 10.000 euros em poupanças.
Literacia financeira baixa, inércia e fragmentação travam riqueza
Cerca de 21% dos portugueses não possui qualquer poupança tradicional, segundo um estudo de consumo onde participaram mil inquiridos. E entre os que poupam, foram identificados três grandes obstáculos às suas poupanças:
- Falta de sensibilização e literacia financeira: o estudo revela que mais de 44% dos participantes não sabem avaliar corretamente os seus rendimentos ajustados à inflação ou têm mesmo desconhecimento sobre o tema. Entre eles, 21% não sabem como as taxas dos depósitos se comparam com a inflação, 12% pensam que as taxas dos depósitos e a inflação são exatamente iguais e 11% julgam de forma errada que as taxas dos depósitos são mais elevadas.
- Inércia na poupança: o estudo revelou ainda a resistência dos portugueses em mudar de banco, com seis em cada dez a nunca o ter feito para obter um melhor rendimento. Entre as principais razões para essa inércia está a preferência por manter todo o dinheiro num só banco (23,5%), a perceção de que a diferença de taxa é demasiado pequena (19,6%) e o não saber onde procurar (11,6%).
- Fragmentação financeira: mais de metade dos inquiridos (53%) utiliza várias aplicações financeiras e para 39% destes a fragmentação dificulta o investimento (25,9% não têm uma visão clara do que podem suportar investir e 14,7% consideram que transferir dinheiro entre plataformas dá demasiado trabalho).
O “empurrão” que falta aos portugueses para investirem
A falta de conhecimento (24%) e a perceção de risco (24%) são as principais barreiras ao investimento. Ainda assim, os inquiridos portugueses neste estudo admitem que começariam a investir se lhes fossem garantidos os seguintes fatores:
- Poder começar com microinvestimento (41%);
- Informação transparente sobre os riscos (35%);
- Formação na aplicação (22%).
Como resposta a estas necessidades, a Revolut integra serviços bancários, poupança com capitalização diária, formação e microinvestimento numa única aplicação. Segundo dados internos de clientes, estas soluções reduzem as barreiras de entrada, uma vez que o depósito médio no primeiro investimento para um cliente Revolut na União Europeia (UE) é de 406 euros, com uma mediana de apenas 18 euros. Com isto, o número de investidores de retalho ativos na neste banco europeu já cresceu 56% este ano, face ao ano passado.
Neste contexto, o Índice de Erosão da Riqueza Europeia alerta que manter as poupanças passivas em contas de baixo rendimento está a impedir o crescimento da riqueza dos portugueses. E é por isso que a Revolut está a ajudar os consumidores a converter o capital parado em criação de riqueza a longo prazo.
“Uma economia europeia forte precisa de instituições financeiras poderosas e inovadoras que se mantenham próximas dos cidadãos, retenham capital e modernizem a infraestrutura financeira do continente. Como um verdadeiro banco europeu, ativo em todos os 27 Estados-Membros da UE, a Revolut está empenhada em reduzir barreiras e oferecer uma plataforma única e intuitiva para todo o continente. Ao combinar a agilidade digital com uma supervisão rigorosa através do nosso modelo de dois polos em Paris e Vílnius, ajudamos os cidadãos a construir ativamente o seu futuro financeiro. Isto reforça os nossos cidadãos, as nossas empresas e um Mercado Único verdadeiramente concluído. Tudo a partir da Europa, para a Europa”, explica, em comunicado, a CEO da Revolut para a Europa Ocidental, Béatrice Cossa-Dumurgier.
Por sua vez, Rolandas Juteika, responsável de Wealth & Trading na Revolut, destaca que “durante demasiado tempo, os bancos tradicionais confiaram na inércia dos consumidores, deixando o seu dinheiro bloqueado em contas de baixo rendimento enquanto a inflação corrói a riqueza”. Foi para “quebrar esse ciclo” que foi criada a Revolut.
“Ao reunir poupanças diárias de elevado rendimento, fundos do mercado monetário e uma gama completa de produtos de investimento — desde ações e ETFs a obrigações, ‘robo-advisors’ e microinvestimento — juntamente com formação financeira clara numa única aplicação, eliminamos a fricção e a complexidade que travam as pessoas. Quer comecem com 1 euro ou 10.000 euros, damos a cada europeu as ferramentas, a acessibilidade e a confiança para pôr o seu dinheiro a trabalhar de forma ativa”, acrescenta Rolandas Juteika.
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