Mais de 80 concelhos de nove distritos de Portugal continental estão hoje em perigo máximo de incêndio rural, num dia em que as temperaturas máximas vão continuar acima dos 30 graus na generalidade do território, segundo o IPMA.

Em causa estão mais de 80 concelhos dos distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou também quase todos os concelhos de todos os distritos do continente em perigo muito elevado e elevado de incêndio.

Segundo o instituto, o perigo de incêndio rural vai manter-se muito elevado em algumas regiões pelo menos até domingo.

O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

Por causa do tempo quente, o IPMA colocou sob aviso amarelo os distritos de Braga, Aveiro, Coimbra, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria e Porto até às 18:00 de hoje, Viseu, Évora, Castelo Branco e Portalegre até às 18:00 de quarta-feira e Bragança, Guarda e Vila Real até às 05.00 de quinta-feira.

O aviso amarelo é o menos grave de uma escala de três e é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Na segunda-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para condições favoráveis à ocorrência de incêndios rurais nos próximos dias em todo o país, sobretudo nas regiões do interior, mantendo o estado de prontidão no nível III.

“Vai existir vento forte, não existe recuperação noturna, uma vez que as noites estão bastante quentes e com fraca humanidade, o que dificulta muito a extinção dos incêndios e colabora para que progridam com maior velocidade”, afirmou o adjunto de operações da Proteção Civil, Carlos Mata.

Numa conferência de imprensa realizada na sede da sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras, Carlos Mata adiantou que o estado de prontidão especial do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro mantém-se, por isso, no nível III em todo o país, ainda que as regiões do interior sejam as mais vulneráveis.

Tratando-se de um nível intermédio/alto de alerta, o nível III determina o reforço de meios e a prontidão reforçada das equipas de socorro e operacionais para intervenção iminente ou resposta a situações de catástrofe, numa escala com quatro níveis progressivos.

Lusa