Natural de Évora, onde nasceu em dezembro de 1961, Francisco Chinita desenvolveu um percurso artístico marcado por uma constante evolução técnica e estética. Iniciou os seus estudos em desenho e pintura, tendo passado pelo Surrealismo nas décadas de 1980 e 1990. Em 2005, atinge uma fase de expressão através do Expressionismo Abstrato, recorrendo a colagens, argamassas, óleos e acrílicos sobre tela, numa abordagem de libertação criativa.
Nos últimos anos, o artista enveredou pelo Realismo e Hiper-realismo, assumindo esta transição como um desafio pessoal. Abandonando a liberdade onírica do surreal, Chinita dedica-se à criação de uma nova ilusão de realidade, alinhando-se com uma corrente artística que emergiu nos Estados Unidos e na Europa no final do século XX e que continua a ganhar relevância à escala global.
O seu trabalho, desenvolvido sobretudo em óleo e grafite, evidencia um profundo domínio do desenho — que considera a base de todas as técnicas artísticas — e uma busca constante pela perfeição anatómica e pelo rigor visual. Como retratista, desenvolveu técnicas próprias a grafite, aproximando-se da precisão fotográfica, num percurso que evolui naturalmente para a pintura a óleo.
Em 2016, Francisco Chinita publica “O Livro do Pintor”, considerado o primeiro tratado de pintura escrito em Portugal, assumindo-se como uma obra de referência para artistas e estudantes.
A exposição “Reflexos de Tempos Suspensos”, que tem entrada livre, poderá ser visitada na Galeria do Espírito Santo, em Moura, de terça-feira a domingo, entre as 09:00 e as 12:30 e as 14:00 e as 17:30.
CM Moura



