QUAIS AS MEDIDAS DE PRECAUÇÃO?

Com a chegada do inverno e a descida acentuada das temperaturas, torna-se essencial reforçar a atenção e os cuidados dirigidos à população sénior, um dos grupos mais vulneráveis aos efeitos do frio. “As condições climatéricas típicas desta época podem agravar problemas de saúde existentes e aumentar o risco de complicações graves”, explica André Rodrigues, Diretor Clínico das Residências emeis em Portugal.

Com o inverno a aproximar-se do seu pico, reforça-se a necessidade de manter hábitos de proteção e vigilância contínua. A prevenção continua a ser a melhor forma de evitar situações de risco, especialmente entre os mais velhos. O médico André Rodrigues das Residências emeis alerta para os principais perigos e de que forma podemos evitá-los.
 

Principais riscos para os seniores durante o inverno:
Os principais riscos incluem hipotermia as temperaturas baixas podem provocar uma queda perigosa da temperatura corporal, sobretudo em idosos com mobilidade reduzida ou que vivam em habitações pouco aquecidas; agravamento de doenças respiratórias, o frio favorece infeções como gripe e pneumonia, que podem evoluir rapidamente em pessoas com o sistema imunitário fragilizado; problemas cardiovasculares, o esforço acrescido que o corpo faz para manter a temperatura pode aumentar a pressão arterial e o risco de eventos cardíacos e ainda o risco de quedas e fraturas.

Recomendações e precauções essenciais:
É fundamental manter a casa bem aquecida, garantindo uma temperatura confortável, especialmente nos quartos e salas utilizados com maior frequência, usar várias camadas de roupa, preferindo tecidos que retenham calor e permitam boa mobilidade, evitar saídas nas horas de maior frio e, quando necessário, assegurar calçado antiderrapante e roupas impermeáveis. É também importante beber líquidos quentes e manter uma alimentação equilibrada, reforçando a ingestão de sopas, frutos e alimentos energéticos.

 

A manutenção de atividade física regular é um aspeto essencial, mesmo durante os períodos de maior frio. Manter-se ativo ajuda a preservar a força muscular, o equilíbrio e a mobilidade, reduz o risco de quedas e contribui para o bem-estar físico e mental. Sempre que possível, devem ser realizadas caminhadas em locais seguros ou exercícios simples dentro de casa, adaptados à condição de cada pessoa.

Manter o contacto regular com profissionais de saúde para acompanhamento da medicação e doenças crónicas. Outro ponto importante, muitas vezes esquecido, é garantir o apoio de familiares, vizinhos ou serviços sociais, sobretudo para quem vive sozinho. Por fim, evitar o uso de aquecedores a gás sem ventilação, para evitar riscos de intoxicação por monóxido de carbono.

O médico André Rodrigues das Residências emeis conclui: “o apelo é claro: cuidar, prevenir e acompanhar. A proteção da população idosa durante o inverno depende da ação conjunta de famílias, cuidadores e serviços de saúde, garantindo que ninguém enfrenta o frio sozinho”.

 

Mkapr