A inauguração foi marcada pela presença do Secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, que foi recebido por Rogério Bacalhau, Presidente da Câmara Municipal de Faro. A acompanhá-los estiveram o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Faro, Paulo Santos; os Vereadores do PS, Luís Graça e Cristina Ferreira; o Vereador do CDS, José Antonio Cavaco; Assessor do Secretário de Estado, José Luís dos Santos da Silva; a Adjunta do Gabinete do Secretário de Estado, Mariana Matos; o Presidente e a Vogal do Concelho Administrativo da Docapesca, José Apolinário e Isabel Guerra, respetivamente; o Diretor e Diretor Regional Adjunto Regional da DRAPAlg, Fernando Severino e José Graça; assim como Júlio Cabrita, Carla Gomes e Marcos Guia, também da DRAPAlg; Bruno Lage, da Ambifaro e ainda o Coronel Silva Gomes e esposa, o deputado Cristóvão Norte, Luís Inês e esposa, entre outros convidados.
Guiados por Vítor Lourenço, presidente da VIVMAR - Associação dos Viveiristas e Mariscadores da Ria Formosa, os convidados visitaram todo o recinto que se encontrava repleta de convivas que não perderam a oportunidade de provar as maravilhas da Ria Formosa.
Segundo Vítor Lourenço, presidente fundador da VIVMAR há 21 anos, com um interregno de 12 anos, durante os quais foi presidente da Junta de Freguesia de São Pedro, esta iniciativa tem como objetivo “o reconhecimento dos produtos da Ria Formosa”. A “luta” pela preservação da Ria e pela qualidade dos seus produtos tem sido, aliás, desde o início, aquilo a que esta associação se tem dedicado, tendo conseguido, segundo o seu Presidente, a extinção total do escoamento de esgotos e lixeiras que existiam na Ria Formosa.
Quanto à localização desta Festa que no seu primeiro ano se realizou no Jardim Manuel Bívar, e que passou depois pela Rua Comandante Francisco Manuel, onde se localiza a sede da VIVMAR, e pelo Largo da Sé, sendo agora no Largo de São Francisco, Vítor Lourenço explica estar relacionado com o crescimento da mesma “a Festa foi crescendo e temos de nos adaptar.” Sinais de um crescimento que alegram Vítor Lourenço, que reconhece este ano uma reviravolta de “180 graus” nesta iniciativa. “Melhorámos, este ano, a muitos níveis. A nível de segurança, por exemplo. O recinto este ano está vedado, com entradas e saídas definidas, onde estão seguranças, o que permite que as coisas estejam mais organizadas. Mas as entradas continuam grátis. Essa é uma regra que vamos sempre cumprir, que é nunca cobrar entradas! A Festa é nossa e será sempre uma Festa livre enquanto eu cá estiver!” clarifica. As mudanças e melhorias deste ano tiveram, em grande parte, relacionadas com o apoio logístico dado pela Câmara Municipal de Faro, segundo o presidente da VIVMAR. “Todos os anos crítico a Câmara, porque acho que devia ter valorizado mais este evento nos últimos anos e não o fez. Um exemplo, é o palco da doca, que nesta altura costumava estar lá sem servir ninguém, mas nunca nos tinha sido concedido. Este ano foi! E Isto não custa dinheiro! A boa vontade, às vezes, faz muito mais que o dinheiro. Felizmente este ano pudemos contar com o atual executivo. Posso dizer que este ano fizemos este evento com a parceria da Câmara Municipal de Faro que não tem dinheiro é verdade, mas a VIVMAR também nunca pediu dinheiro. Pedimos foi empenho, dedicação e apoio logístico, e foi isso que nos foi dado este ano. Nós só queremos é que nos facilitem as coisas de forma a que este evento seja um grande evento para a cidade de Faro. E a Câmara este ano fez isso e a Festa está melhor por isso”.
Com 14 stands de marisco, sendo todos de comerciantes de Faro, a Festa da Ria Formosa tem todas as iguarias que a Ria oferece, prontas a deliciar os seus visitantes. A qualidade dos produtos da Ria são a principal aposta desta Festa, que tem na animação apenas o entretenimento necessário, conforme explica o presidente da associação “Esta Festa é muito rica. A Ria Formosa é a «Joia da Coroa». Não temos artistas de peso, mas as pessoas vêm aqui para comer. E é nisso que apostamos, na qualidade da comida, e por isso as coisas vão funcionando.”
Qualidade a preços que o público agradece, garantindo assim o sucesso do evento, que a VIVMAR pretende que seja uma ajuda não só para a associação, mas para os comerciantes do sector. “Isto não é para ganhar. O que queremos é não ter prejuízos, porque também temos despesas, e que os comerciantes consigam ganhar algum dinheiro para combater o ano de trabalho e a crise, porque lá fora, muitas vezes, nem conseguem vender o marisco por falta de procura.”
Este ano Vítor Lourenço diz esperar cerca de 60 a 70 mil pessoas, durante os 11 dias, à semelhança do ano anterior. “Não sei quantas pessoas esperar. Temos de reconhecer que este sector está em crise. Se as pessoas não têm dinheiro para comer carne e peixe, muito menos têm para marisco. Mas a verdade é que quando chega a altura da Festa a presença das pessoas é maior e o consumo também. E isso terá a ver, como eu já disse, com a qualidade daquilo que temos e também com os preços, que não se encontram em nenhum restaurante. Por isso, convido toda a gente a visitar a Festa da Ria Formosa”.
Por: ND



















