Trata-se da décima oitava edição de um dos maiores festivais de poesia do mundo, com quase uma centena de convidados, sobretudo de países da América Latina de língua castelhana, mas também de países como Espanha, Roménia, Itália ou Irão. Este ano a decorrer de 16 a 21 de Novembro, o festival, com organização El Angel Editor, tem a base na cidade de Quito mas estende-se a outras cidades do país.
Assinala-se que em edições anteriores foram homenageadas duas figuras da literatura portuguesa com a edição de antologias poéticas: Ana Luísa Amaral e Nuno Júdice (em ambos os casos com tradução para o castelhano pela poeta colombiana Lauren Mendinueta).
Fernando Cabrita é o segundo autor português a participar no festival «Poesía en Paralelo Cero», depois da participação em 2025 de António Manuel Venda.
Advogado e escritor natural do Algarve e aí residente, Fernando Cabrita publicou cerca de meia centena de títulos em Portugal e noutros países, entre poesia, crítica literária e ensaio. Tem obra traduzida para castelhano, francês, russo, polaco e turco. A sua poesia figura em revistas literárias, blogues, antologias e colectâneas em diversos pontos do mundo. Por ela, recebeu numerosos prémios, entre os quais se destacam: em 2008, Prémio Nacional de Poesia Mário Viegas; em 2011, Premio Internacional de Poesía Palabra Ibérica; e em 2023, Prémio de Poesia da Lusofonia Prof. Adriano Moreira. A sua poesia foi musicada pela cantora Viviane, pelos Entre Aspas e pelo Projeto Camaleão Azul. Tem participado em eventos literários um pouco por todo o mundo. De 2015 a 2022, organizou o Festival Internacional Poesia a Sul, com base em Olhão.
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