Foi hoje tornado público, e confirmado pelas Infraestruturas de Portugal, que as obras com vista à eletrificação da Linha do Algarve – as quais ainda não se iniciaram – têm novo prazo de conclusão prevista apenas para 2023, último ano de vigência deste Governo, sofrendo um atraso de 3 anos. Recorde-se, a este respeito, que quer os responsáveis da tutela inquiridos na Assembleia da República ou em deslocações ao Algarve, quer os dirigentes das Infraestruturas de Portugal, anunciaram publicamente que as obras começariam ainda em 2019 e que estariam concluídas em 2020. Em mais do que uma ocasião, o ex- Ministro Pedro Marques desconsiderou as dúvidas que os deputados do PSD lançaram, já que, como se sabe, não está concluído o processo de impacto ambiental e, por via disso, não podem ser lançados concursos nem adjudicada a obra.
Cristóvão Norte, deputado pelo Algarve, assinala que «a palavra, os prazos e os compromissos não importam. Já serviram para criar uma ilusão de que estava a avançar uma coisa importantíssima que está parada, afinal de contas. Ainda nos últimos meses nos garantiam que a obra estaria concluída em 2020, neste momento já sabemos que dificilmente se está a contar iniciá-la antes de 2022. O Algarve precisa desta obra, de um inter cidades regional, rápido e que seja alternativa a outras formas de mobilidade. Tanto se apregoa o imperativo ambiental, mas nestas opções de adiamento são rapidamente esquecidos.»
Dos 58 milhões de euros, 23,2 milhões são para o troço Tunes/Lagos e 34,7 milhões para Faro/VRSA e, durante a obra, tem a projeção de criar 140 empregos, bem como preparar a linha para um maior número de utilizadores e comboios.
Cristóvão Norte afirma «todos os recordes de supressões de comboios têm sido batidos o que prejudica o dia a dia de muitos milhares de pessoas, especialmente as mais pobres e sem alternativa; as avarias são constantes, a desorganização é total, mas também já se sabe que a Linha do Algarve será uma das últimas a ser reequipada com novas composições, decentes e com conforto mínimo. A ferrovia tem que ser central no modelo de mobilidade regional e essa decisão continua a ser adiada».
Os deputados do PSD Cristóvão Norte, Rui Cristina e Ofélia Ramos dirigirão uma pergunta ao Ministro Pedro Nuno Santos, lembrando que recentemente Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e Habitação, voltou a referir a importância da Ferrovia como sector estratégico do país e que chegou a andar pelo país a falar de obras em curso, quando os projetos não saíram ainda do papel, exigindo que esta obra prioritária avance o mais rapidamente possível e que não se repitam os anúncios de pés de barro, os quais confundem as pessoas e as levam compreensivelmente a romper a confiança na seriedade daqueles que representam o Governo de Portugal.
Por: PSD Parlamento


