O diretor para Portugal da companhia aérea easyJet pediu ontem mais flexibilidade na gestão dos controlos aeroportuários para evitar acumulações de passageiros que atrasem embarques e criem uma má imagem da região como destino.

Em declarações aos jornalistas por ocasião do quinto aniversário da base da companhia aérea no aeroporto de Faro, o diretor para Portugal da easyJet, José Lopes, disse que a aplicação das novas regras para o controlo de fronteiras da União Europeia (UE) implica mais tempo de processamento dos passageiros e defendeu a necessidade de haver “alguma flexibilidade” na gestão dos fluxos para evitar acumulações nos controlos aeroportuários.

José Lopes considerou que, mesmo com as cabines de verificação de passaportes nos aeroportos preenchidas com recursos humanos e o sistema informático a funcionar corretamente, os controlos na atualidade “são muito mais dos que eram feitos antes” e o aumento da segurança para a entrada e saída da UE implica que “um passageiro que antes era processado num minuto” tenha agora uma “demora de cerca de três minutos”.

O diretor a easyJet lembrou que Portugal tomou uma opção “mais equilibrada” do que países como a Grécia, onde não implementaram o sistema no verão, alegando que o turismo é demasiado importante para a economia, e disse concordar com uma gestão que permita desligar o sistema “quando as filas começam a ficar maiores”, para que não cheguem a formar-se longas filas nem haja esperas prolongadas.

Desta forma seria possível minimizar “um impacto que vai sempre existir” no controlo, garantindo que este não é “tão negativo” para os passageiros, justificou, advertindo que uma espera de três horas num controlo de fronteiras, como já se verificou, pode levar à perda de voos e “esses passageiros depois não voltam” à região.

Quando se assinala cinco anos da base da easyJet no aeroporto de Faro, José Lopes destacou o “contributo muito importante” dado pela empresa para o PIB da região, cifrando-o em 650 milhões de euros.

“E desde que começámos a voar, há 27 anos, o nosso contributo para o PIB da região já foi superior a 8,3 mil milhões de euros”, apontou ainda o gestor da companhia aérea.

José Lopes agradeceu a colaboração dos parceiros da easyJet na região, como o aeroporto de Faro, o Turismo do Algarve ou os hoteleiros, para os resultados alcançados nos últimos anos e disse que o impacto da empresa é também verificável “na criação de emprego”, com um total de 150 empregos diretos criados em Portugal.

Para os próximos cinco anos, a empresa quer aumentar a sua operação no aeroporto de Faro e “esbater a sazonalidade”, reforçando a sua presença na região também no inverno, definiu o diretor da easyJet para o médio prazo.

“Neste momento operamos nove aviões aqui no Algarve no período de verão, cinco não baseados e quatro baseados, e durante o inverno só operamos os cinco não baseados. Portanto, aqui o desafio que nós temos é, em conjunto [com parceiros] explorar oportunidades e descobrir oportunidades que sejam economicamente viáveis para desenvolver esse tipo de tráfego”, disse ainda o gestor da companhia aérea.

 

Lusa