“A nossa prioridade, de acordo com as orientações que recebemos do Governo, é por um lado, a segurança alimentar e, por outro, os portos e infraestruturas. Temos em curso um plano de investimento em todo o país de 10 milhões de euros nas lotas, que tem vindo a correr de norte para sul e agora tem mais intervenções no sul”, contextualizou José Apolinário.
O administrador da empresa pública falava à Lusa após participar no segundo seminário do ciclo “Ria Formosa – A integridade do Sistema Lagunar e as atividades económicas”, dedicado ao tema “Pesca, Aquicultura e Salicultura” e realizado em Olhão.
Este investimento destina-se, acrescentou, a “melhorar substancialmente as lotas”, tendo a empresa já adjudicado a requalificação da lota de Vila Real de Santo António e aguardando agora “visto para uma primeira intervenção em Olhão, porque depois será necessária uma segunda para o próximo ano”.
A seguir, a Docapesca espera “lançar dois concursos para Portimão - um que vai ser lançado esta semana e outro para a próxima” - e depois realizar “a requalificação das lotas de Lagos e Sagres”.
Da parte dos portos, “o objetivo e a estimativa é vir a investir cerca de dois milhões de euros ao longo do ano em requalificação, sobretudo centrada na segurança de pessoas”, disse o responsável.
José Apolinário frisou que estas intervenções vão focar-se na substituição de escadas degradadas, nas iluminações e “em aspetos ligados à utilização diária” por parte de pescadores e profissionais que as utilizam e que “são necessárias para o funcionamento” dos portos.
“Já fizemos uma intervenção na iluminação em Olhão, temos prevista uma para a Baleeira, já fizemos em Vila Real de Santo António e depois vamos fazer em Sagres”, precisou.
A empresa também está a trabalhar para avançar com projetos de execução, que José Apolinário disse irem “preparar as condições para no futuro haver concurso” e que não se vão materializar este ano.
Neste campo, a Docapesca espera lançar “até ao final de março” o concurso para o projeto de execução da requalificação das margens do rio Gilão, em Tavira, de forma a permitir, por exemplo, que as embarcações de pesca utilizem essa zona para atracagem, referiu ainda o administrador da empresa que tem a gestão das lotas, portos e áreas portuárias.
Por Lusa


