Segundo os dados do INE, o clima económico mantém trajetória ascendente desde abril.

O indicador de confiança dos consumidores portugueses voltou a cair em agosto, interrompendo a recuperação verificada no mês anterior, enquanto o indicador de clima económico manteve a trajetória de crescimento, segundo dados divulgados esta quinta-feira, dia 28 de agosto de 2025, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os inquéritos de conjuntura às empresas e aos consumidores, a descida da confiança resultou sobretudo do pessimismo em relação à evolução futura da economia do país, da situação financeira dos agregados familiares e da realização de compras importantes. Já as opiniões sobre a situação financeira passada dos lares mantiveram-se estáveis.

Ainda segundo os dados publicados pelo INE, os consumidores revelaram maior incerteza em relação aos preços. Em agosto, as opiniões sobre a evolução passada dos preços diminuíram, mas as expectativas quanto à evolução futura registaram um aumento pelo segundo mês consecutivo, depois das quebras verificadas em maio e junho.

Em contraste com o pessimismo dos consumidores, o clima económico reforçou a tendência positiva que se verifica desde abril. O aumento do indicador deveu-se ao crescimento da confiança nos setores dos serviços, da indústria transformadora e do comércio. Apenas a construção e obras públicas registaram uma quebra, penalizada pela redução nas perspetivas de emprego, apesar da carteira de encomendas ter evoluído favoravelmente.

Nos serviços, o indicador recuperou após a descida de julho, impulsionado por melhores expectativas sobre a procura e a atividade das empresas, embora a carteira de encomendas continue a pesar negativamente. Na indústria transformadora, a confiança tem vindo a aumentar desde fevereiro, apoiada pela melhoria nas apreciações relativas aos ‘stocks’ de produtos acabados. Já no comércio, a confiança subiu em julho e agosto, revertendo quatro meses consecutivos de quedas, apoiada no otimismo sobre as vendas e a atividade futura.

Por outro lado, na construção e obras públicas, o saldo das expectativas dos empresários quanto à evolução futura dos preços de venda aumentou em julho e agosto. No entanto, verificaram-se descidas consecutivas nas expectativas sobre preços nos setores dos serviços e do comércio e, em agosto, uma quebra expressiva na indústria, revelou o INE.

 

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