A programação reafirma o compromisso com a criação artística, a coprodução e o encontro com diferentes públicos.
A 8 de janeiro, às 21h00, sobe ao palco José Afonso ao Vivo nos Coliseus 1983, numa coprodução do Cineteatro Louletano. José Afonso, ao vivo nos Coliseus, 1983 é uma peça multidisciplinar pelo Teatro Experimental do Porto que entrelaça música, teatro, performance e poesia. O espetáculo não pretende reconstituir o concerto original, mas reinventá-lo à luz de uma abordagem contemporânea inspirada no Gig Theatre, uma forma híbrida que funde a energia dos concertos ao vivo com a narrativa teatral, reinterpretando o legado de Zeca com liberdade criativa e profunda ressonância emocional. O espetáculo contará com os recursos de Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com baixa visão, e Língua Gestual Portuguesa, para pessoas Surdas.
No dia 9, sexta, às 21h00, a 1.ª edição do Festival de Música de Câmara do Algarve traz Mozart, Schumann (Clara e Robert) e Beethoven ao Cineteatro Louletano, com a participação de vários intérpretes de renome internacional. Destaque para a pianista Wu Qian, que é também a diretora artística deste novo festival que terá uma cadência anual e cujas receitas reverterão para instituições locais de ensino da música.
A 10 de janeiro, também às 21h00, o grupo Canto Nono apresenta no Cineteatro Louletano uma estreia nacional: um tributo a Sérgio Godinho, com Que voz de liberdade é essa? O espetáculo, que homenageia a carreira de uma das figuras mais icónicas e multifacetadas da música portuguesa, terá a participação especial do ator e narrador Pedro Lamares.
No dia 11 de janeiro, às 15h00, realiza-se o Encontro de Charolas e Janeiras de Loulé, mantendo viva uma tradição profundamente enraizada na cultura popular. Nesse mesmo dia, às 17h00, a Igreja Matriz de Loulé acolhe mais um Concerto do Festival de Música de Câmara do Algarve.
No dia 13, às 18h00, o Bar do Cineteatro Louletano recebe a Conversa Uma programação imaginada por todas as pessoas. É possível?, no âmbito do Clube d’Espectador Emancipado, promovido pela associação AORCA. A conversa conta com a participação de Aida Tavares, programadora cultural, Dália Paulo, diretora artística do Cineteatro Louletano, Xana Piteira, da Orla Design, Élton Mota / Perigo Público, músico e MC, e Catarina Cândido, do Clube d’Espectador Emancipado. A moderação é de Carolina Santos, atriz e encenadora.
No mesmo dia, às 21h00, no Auditório do Solar da Música Nova, é exibido Borgo, de Stéphane Demoustier, no âmbito do ciclo Filme Francês do Mês, parceria com a Alliance Française do Algarve.
A programação inclui também propostas dirigidas ao público escolar e familiar, como Rita Red Shoes: Chinfrim, no dia 14 de janeiro, às 10h30, numa sessão exclusiva para escolas, é um espetáculo dirigido aos pequeninos e aos não tão pequeninos, feito de canções originais, ambientes visuais e performance.
A 17 de janeiro, sábado, às 11h30, o Auditório do Solar da Música Nova recebe o primeiro concerto do ano do Ciclo Crescendo.
E nesse mesmo dia, mas às 21h00, o Cineteatro Louletano apresenta a coprodução O Salvado, de Olga Roriz, referência maior da dança contemporânea portuguesa. Ao longo de um ano e seis residências artísticas, Olga Roriz foi tecendo um percurso que agora se revela numa topografia do tempo — um mapa de gestos, imagens, vestígios e palavras que traça o caminho, cruzando a lembrança e o esquecimento e projetando assim o futuro. É dessa matéria - dessa urgência de existir entre o que se lembra e o que se perde, entre o que foi e o que ainda poderá ser - que nasce a sua necessidade de se reinventar.
Entre 17 e 24 de janeiro, o Cineteatro Louletano acolhe a Algarve Film Week, organizada pelo Loulé Film Office, reforçando o diálogo com o cinema contemporâneo.
A música regressa no dia 18 de janeiro, às 19h00, com Peregrinação Beethoven, pelo João Roiz Ensemble a que se junta o músico e musicólogo Alexandre Delgado, assinalando os 200 anos da morte do compositor.
No dia 23 de janeiro, apresenta-se mais um momento do Ciclo de Concertos – Solistas da Orquestra do Algarve. Desta vez com o espetáculo Argentina e Brasil Abraçam-se, juntando Astor Piazzolla e Hollanda Cavalcanti nas teclas do acordeonista João Barradas. A orquestra é dirigida pelo maestro Pablo Urbina.
No domingo, dia 25, às 17h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe Sandrino, integrado no ciclo Ilustres Desconhecidos. Com influências de MPB, Pop e Jazz, Sandrino Costa apresentou a sua primeira canção ao público, “Ser pra não Ser”, em novembro de 2024. Natural de Loulé e formado no Hot Clube de Portugal, Sandrino começou recentemente a sua carreira a solo, apresentando um single impactante e que questiona a dualidade e essência do Ser.
A programação de janeiro encerra com teatro, numa peça de Ricardo Neves-Neves que junta o humor e a reinterpretação de clássicos do cinema português dos anos 30 e 40 do séc. XX. A peça Entraria Nesta Sala, pelo Teatro do Eléctrico, tem sessões no dia 30 de janeiro, às 15h00 (escolas) e 21h00, e no dia 31 de janeiro, às 17h00 e 21h00, encerrando o primeiro mês de 2026.
Com uma programação de referência (que pode ser consultada no site e nas redes sociais do Cineteatro), o CTL está credenciado pela Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, integrando ainda a Rede de Teatros com Programação Acessível e proporcionando espetáculos com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, outros com Audiodescrição, para pessoas cegas ou com deficiência visual, e ainda Sessões Descontraídas, adaptadas a vários públicos, entre eles pessoas neurodivergentes.
O CTL é uma estrutura cultural da Câmara Municipal de Loulé no domínio das artes performativas, e um dos promotores da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e da Rede 5 Sentidos.
CM Loulé








