A Cimpor vai suspender, temporariamente, os contratos de parte dos trabalhadores em funções no centro de produção de Loulé, mas garante a salvaguarda dos postos de trabalho, refere a empresa num comunicado hoje enviado à Lusa.

“Iniciar-se-á nos próximos dias um processo que conduzirá à suspensão de contratos de trabalho de parte dos colaboradores em funções nesta unidade de produção [de clínquer em Loulé]”, indica a cimenteira, garantindo que “o regime adotado possibilita a salvaguarda dos postos de trabalho dos colaboradores cujo contrato será suspenso”.

A Cimpor justifica esta decisão com base na redução de 50% das vendas de cimento nos últimos cinco anos, que voltou “a apresentar sinais de abrandamento neste 1.º trimestre de 2016”.

Segundo a empresa, os últimos dados oficiais disponíveis indicam que o consumo de cimento “regressou aos valores registados no início da década de 1970 do século passado”.

“Em resposta ao presente contexto será suspensa, temporariamente, a produção de clínquer no centro de produção de Loulé mantendo o regular funcionamento das atividades de moagem de cimento, embalagem e expedição, não havendo assim qualquer perturbação no abastecimento do mercado natural desta unidade de produção”, refere o comunicado.

A Cimpor garante, no entanto, que será reiniciada “a plena atividade do centro de produção de Loulé tão brevemente quanto as condições de mercado o justifiquem”.

Questionada pela Lusa sobre o número de trabalhadores que poderiam ser abrangidos, fonte oficial da Cimpor não divulgou a informação.

 

Por: Lusa